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BLOCO DO EU SOZINHO

A tarde em que os sabres de luz viraram baquetas

Repórter do Estado de Minas foi sentir a estreia do Estrela da morte, bloco integrado por fãs de Star Wars

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postado em 07/02/2016 15:12 / atualizado em 08/02/2016 08:15

Renan Damasceno/EM/D.A Press
''Quem é essa aí, papai?'' cobrava às gargalhadas um folião fantasiado de Luke Skywalker toda vez que o amigo vestido de Darth Vader se engraçava com alguma princesa Leia. Esse misto de harmonia, picardia e piadinhas nerd ditou o ritmo do estreante e inusitado bloco da Estrela da morte, ontem à tarde, no Floresta, com cerca de 400 fãs da saga de George Lucas e cultura nerd em geral. Mesmo sob calor de 32 graus, eles sambavam com naturalidade (ou nem tanto) vestidos com capas pretas de cetim, botas de couro e capacetes.

A Marcha imperial ganhou nova roupagem, com surdo e pandeiro, e os sabres de luz – feitos com cabo de vassoura – fizeram as vezes de baqueta. O professor Israel Brasiel viveu seu dia de madrinha de bateria, tamanho frisson causou com sua fantasia de Chewbacca. ''Vem cá, Arthur, para de espantar os jedis!'', repreendeu a mãe do pequeno garoto, que insistia em atrapalhar com spray de espuma o duelo de sabres de um grupo de amigos. A bióloga Amanda Alcântara, com uma versão feminina de Darth Vader, era a porta-bandeira e convocava os Han Solos, Yodas e R2-D2s a entoarem o refrão ''Vem Kylo Ren, vem brincar no carnaval. Vem escolher o lado do bem ou do mal''. Temas de videogames e rock’n’roll completaram o repertório.

 

Renan Damasceno/EM/D.A Press
A ideia do bloco partiu do Conselho Jedi de Minas Gerais, um grupo de fãs de Star wars que se encontram regularmente e travam longas discussões em fóruns de internet há 14 anos. ''Todo mundo que gosta da saga se junta para falar de vários assuntos'', explica a presidente do conselho, Daniela Aayla, responsável por arregimentar os fãs para sair pelas ruas do Floresta. ''No ano passado, muita gente ficou aqui e se encontrava em outros blocos, mas a gente queria algo nosso, com o que a gente gosta'', completa Everson Martins, enquanto ajeitava as camisas do bloco, vendidas por R$ 25 para ajudar nos custos.

Independentemente da temática ou gosto musical, os bloquinhos de nicho surgem como opções aos blocões consolidados de Belo Horizonte. A poucas quadras de onde os 400 jedis se reuniam, por exemplo, cerca de 40 mil foliões se espremiam da Guaicurus à Praça da Estação no Então, Brilha. Públicos semelhantes ou superiores devem se repetir no Alcova Libertina, hoje, e Baianas Ozadas, amanhã. Nos últimos anos, grupos independentes se reuniram para celebrar gostos semelhantes, do heavy metal (bloco dos camisas pretas, semana passada) ao maracatu (Barro Preto, amanhã). No carnaval de Belo Horizonte, tem espaço para todo mundo, até para Arthur, de 4 anos, que munido de um spray de espuma conseguiu vencer pelo menos meia dúzia de jedis.

SOBE
Cobranças e trégua


Entre um axé e outro, o Então, Brilha! voltou a deixar sua mensagem de cor e paz pelas ruas do Centro de BH. Na saída, uma faixa ''Ninguém ofusca o Rio Doce'' lembrava da tragédia da barragem da Samarco. Durante o trajeto, os organizadores cobraram melhor postura da Polícia Militar depois dos enfrentamentos recentes. Em vez de bronca, pediram para os foliões desejarem ''axé'' ao contingente que estava trabalhando. Bela atitude.

DESCE
Erro repetido


A exemplo do que ocorreu na Avenida Afonso Pena, quarta-feira à noite, durante o bloco Chama o Síndico, a BHTrans voltou a bloquear apenas uma das pistas ontem, na Avenida dos Andradas, o que causou transtorno e engarrafamento na chegada do Então, Brilha à Praça da Estação. O público, novamente o dobro do previsto, invadiu a outra pista, parando completamente o tráfego de carros e ônibus.

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