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Ouvidoria de Polícia pede que corregedoria investigue ação de PM em BH contra bloco de ciclistas

Ouvidor ligou para o chefe do Estado Maior da Polícia Militar cobrando providências para a atuação que encerrou o Bloco da Bicicletinha na Praça Raul Soares, Centro de BH, com bombas, tiros de borracha e uso de arma de choque

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postado em 05/02/2016 15:25 / atualizado em 05/02/2016 15:38

Guilherme Paranaiba

O ouvidor de Polícia de Minas Gerais, Paulo Alkimim, pediu ao chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Marco Antônio Bicalho, que a corregedoria da corporação investigue a atuação dos militares que encerraram o desfile do Bloco da Bicicletinha, na madrugada de hoje, na Praça Raul Soares, Centro de Belo Horizonte. Cerca de 700 ciclistas participavam do bloco e denunciaram que policiais chegaram de forma truculenta e sem motivos lançando bombas contra os foliões.

Segundo o boletim de ocorrência gerado pela polícia, 26 tiros de borracha foram disparados, além do uso de 14 bombas de gás e efeito moral e arma de choque contra quem estava no bloco. A corporação alega que foi hostilizada quando tentava evitar o fechamento de vias pelo grupo que não estava cadastrado na Belotur e precisou reagir para dispersar a multidão.

O arquiteto Fernando Tourinho, 30 anos, chegou a ser preso. Ele alega que precisou sair da frente da viatura para não ser atropelado e teve a bicicleta danificada. Já a PM diz ter prendido Fernando porque ele atirou a bike contra a viatura e ela acabou parando embaixo do veículo da polícia. Vídeos divulgados na página do evento em uma rede social mostram os policiais usando a força para imobilizar algumas pessoas e impedir que amigos chegassem perto daqueles que estavam dominados.

Segundo a ouvidoria de Polícia, se comprovado que houve abuso de autoridade, o ouvidor Paulo Akimim pediu punição aplicada não só pela Corregedoria da Polícia Militar, mas também à Promotoria de Direitos Humanos do Ministério Público. “A polícia deve estar preparada para este tipo de ação, principalmente no carnaval, que hoje conta com a participação de muitas mulheres e crianças”, diz.

Veja o vídeo da ação da PM

Eu sempre tive uma posição muito crítica com relação ao modo de agir das polícias militares. Quando vejo videos e...

Posted by Carlos Edward Campos on Friday, February 5, 2016
 
 
Veja a resposta enviada pela corporação

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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walter
walter - 05 de Ferveiro às 18:37
A PM é instituição obsoleta. É formada por seres humanos que foram submetidos à cruel tipo de lavagem cerebral. Foram catequizados para subverter a importância dos valores. A truculência é sua marca, a apologia à hierarquia (em um mundo em que sabemos que todos são iguais) é seu orgulho, o abuso do poder sua arma, a corrupção sua moeda de troca, a violência sua diversão. Não há conserto, deve ser extinta. Até lá continuarão perpetrando seus violentos crimes institucionalizados à sombra do Estado sonso, que nada vê, e demonstrando seu completo despreparo para lidar com a população.
 
marcelo
marcelo - 05 de Ferveiro às 16:30
Como sempre, a inversão de valores. Os policiais são acionados pela comunidade por conta da perturbação do sossego, são hostilizados, prendem uma pessoa, os baderneiros tentam tomar o preso das mãos da PM, aí ela usa a força não letal e mesmo assim são pré julgados como errados na história. Se fosse nos EUA, as pessoas aplaudiriam, mas aqui surgem o tal dos Direitos dos Manos para atacar aqueles servidores que dão a sua vida para salvar a de outras pessoas. É por isso que os policiais estão ficando na deles, só vendo os crimes e não atuando porque são sempre os errados.