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Samarco, agora, diz que novos dados indicam chance baixa de rejeitos na Bahia

Nova nota afirma que dados sobre ventos e marés apontam "probabilidade muito baixa" de deslocamento. Empresa foi notificada pelo Ibama a analisar a água

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postado em 08/01/2016 09:53 / atualizado em 08/01/2016 14:59

Guilherme Paranaiba

A Samarco divulgou nova nota no início da tarde em que afirma ser "muito baixa" a probabilidade de a mancha de rejeitos de minério da Barragem do Fundão ter atingido o arquipélago de Abrolhos, no litoral sul da Bahia. Depois de distribuir texto pela manhã em que admitia acreditar que a mancha detectada pelo Ibama era originária da mistura de lama e rejeitos liberada com o rompimento da barragem em Mariana, a mineradora sustenta, agora, que novos dados indicam o contrário.

"Dados sobre a direção de ventos e intensidade de marés registrados nos últimos dias apontam para uma probabilidade muito baixa de deslocamento da pluma de turbidez do litoral de Linhares (ES) até o Arquipélago de Abrolhos. A empresa mobilizou equipes para a coleta de amostras que serão avaliadas em laboratório", diz trecho da nota mais recente.

O texto afirma ainda que existem "outros fatores de influência de movimentação de sedimentos na região costeira do Espírito Santo e sul da Bahia, bem como o registro de fenômenos climáticos que ocasionaram, nos últimos dias, a formação de ondas no litoral entre 1,5 metro e 2,5 metros que provocaram ressuspensão natural de outros sedimentos que não têm relação com o acidente ocorrido na Barragem de Fundão".

A nova nota contrasta com o posicionamento adotado mais cedo pela mineradora. O primeiro texto afirmava que "a Samarco acredita que o material observado na região Sul da Bahia seja uma parte diluída da pluma, misturada aos sedimentos da foz do Rio Caravela e demais sedimentos da região, que foram revolvidos em função de um fenômeno climático raro, que ocasionou fortes ressacas ao longo da costa capixaba e parte do litoral baiano".

Diante da possibilidade de os rejeitos chegarem a Abrolhos, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) notificou a Samarco a analisar a água do local. O objetivo é ter certeza da procedência dos rejeitos. Os resultados devem sair em 10 dias, nos casos de análise mais complexa e imediatamente na averiguação mais simples do material coletado.
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