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"Deus quis ela ao seu lado", disse filho de vítima que teve o corpo identificado

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postado em 05/12/2015 17:42 / atualizado em 05/12/2015 18:05

Pedro Ferreira

O filho de Maria das Graças Celestino da Silva, 65 anos, morta na tragédia Marcelo José Felício, conta que recebeu a notícia da identificação do corpo da mãe no início da tarde. Ele tinha acabado de ser transferindo com a família do hotel para uma casa alugada pela Samarco, em Mariana. “Ligaram do IML de Belo Horizonte " disse.

Marcelo conta que havia perdido a esperança de encontrar a mãe viva depois de seis dias da tragédia. "Até então, eu pensava que ela pudesse ter batido a cabeça, desmaiado e que ia acordar a falar que tinha uma família" disse. "Os dias foram passando a as esperanças diminuindo. Eu queria muito que ela estivesse viva, mas Deus quis ela ao seu lado", lamentou.

Apesar da tristeza, Marcelo se diz aliviado, pois terá um corpo para enterrar, prestar suas últimas homenagens e tentar recomeçar a vida. Segunda feira ele vai a Belo Horizonte tratar da liberação do corpo, que deve ser sepultado no Cemitério de Santana, ao lado dos pais dela, como era o seu desejo.

O Estado de Minas publicou hoje o depoimento de Marcelo, dentro do especial Vozes de Mariana, uma série de entrevistas com personagens da tragédia que serão publicadas até o dia 20 de dezembro. Com as quatro identificações, os números da tragédia chegam a 15 mortos e quatro desaparecidos. "Ela falou que minha mãe estava no terreiro da casa dela, com a lama batendo no joelho dela. Aí veio uma onda e jogou ela para dentro da lama. Aí ela sumiu no meio da lama", diz Marcelo, se referindo à conversa que teve com uma vizinha que presenciou o momento da passagem do tsunami de lama.
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