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Igrejas de Mariana tocam sinos em homenagem às vítimas da lama da barragem

O ato ocorreu em todas as igrejas da arquidiocese da cidade marcando um mês do ocorrido

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postado em 05/12/2015 16:40 / atualizado em 05/12/2015 21:24

Pedro Ferreira , Marcelo Ernesto

Marcos Michelin/EM/D.A Press

Em um ato em memória das vítimas do desabamento da barragem da Samarco, em Bento Rodrigues, distrito de Mariana, as igrejas da cidade histórica e de outras 79 cidades que integram arquidiocese tocaram os sinos ao mesmo tempo por cerca de 20 minutos. O toque usado é o funebre, mesmo usado em cortejos. O gesto marca um mês do episódio que deixou 15 mortos e quatro desaparecidos e foi marcado para as 16h, hora do desastre. Na sequência, ocorre um culto ecumênico celebrado por dois padres católicos, um diácono, além de uma pastora e três pastores. Participam do ato, integrantes das igrejas Assembleia de Deus, Batista Canaã e Pentecostal Nova Aliança.

No final de novembro, as igrejas da Arquidiocese de Belo Horizonte também tocaram os sinos durante três minutos, por volta do meio-dia, em homenagem às vítimas da tragédia de Mariana e referência à 21ª Conferência do Clima das Nações Unidas (COP 21).

Os avós do menino Thiago, morto na tragédia, Darcy Francisca Santos, 62 anos, e Albertino Damasceno Santos, 69 anos, participaram da celebração com camisetas com fotos do garoto e com a frase “nossa estrelinha para sempre, Thiago”. “É muita tristeza perder um moleque no começo da vida. O que me conforta é saber que ele está ao lado de Deus. Ele realmente é uma estrelinha, um espoletinha, correndo de bicicleta, muito inteligente. Agora é pegar com Deus. Ele era um ano anjo e está com Deus e então a gente tem que se conformar”, afirmou o avó.

Moradora de Mariana, a aponsentada Eva Bretas, 75 anos, conta que já rezou muito pelas vítimas da tragédia. Ela contou que agradeceu também. Isso porque três irmãos que moravam em Bento Rodrigues, conseguiram sobreviver. “Eles estão aguardando o que vai acontecer, vão começar tudo de novo”, relatou. Duas irmãs dela já foram transferidas de hotéis para casas alugadas pela mineradora. Um irmão, que é solteiro, continua em hotel.

Turistas pegos de surpresa


O topógrafo, Renato Lima, de 38 anos, de Fortaleza, no Ceará, conta que chegou no último dia 03 a trabalho e percebeu que as pessoas estão muito comovidas com a tragédia. Disse ainda que lamenta muito pelas mortes e pela destruição do meio ambiente.

Especial do EM

O Estado de Minas publicou hoje o especial Vozes de Mariana, uma série de entrevistas com personagens da tragédia que serão publicadas até o dia 20 de dezembro. Com as quatro identificações, os números da tragédia chegam a 15 mortos e quatro desaparecidos. "Ela falou que minha mãe estava no terreiro da casa dela, com a lama batendo no joelho dela. Aí veio uma onda e jogou ela para dentro da lama. Aí ela sumiu no meio da lama", diz Marcelo, personagem que inaugura o especial, se referindo à conversa que teve com uma vizinha que presenciou o momento da passagem do tsunami de lama.
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