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Polícia Civil identifica mais quatro vítimas da tragédia de Mariana

Número de mortos no maior desastre ambiental do país chega a 15 e desaparecidos diminuem para quatro

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postado em 05/12/2015 12:50 / atualizado em 05/12/2015 13:20

Guilherme Paranaiba

Rodrigo Clemente/EM/D.A PRESS/Reprodução

Os quatro corpos que aguardavam identificação da Polícia Civil para comprovarem a relação com a tragédia de Mariana foram oficialmente reconhecidos pela corporação na manhã deste sábado. São eles Claudemir Elias dos Santos, 41 anos, Pedro Paulino Lopes, 56, Maria Elisa Lucas, 60, e Maria das Graças Celestino da Silva, 65. Maria das Graças é mãe de Marcelo José Felício, 30, que trabalhava na barragem de Fundão e conseguiu escapar do desastre.

O Estado de Minas publicou hoje o depoimento de Marcelo, dentro do especial Vozes de Mariana, uma série de entrevistas com personagens da tragédia que serão publicadas até o dia 20 de dezembro. Com as quatro identificações, os números da tragédia chegam a 15 mortos e quatro desaparecidos. "Ela falou que minha mãe estava no terreiro da casa dela, com a lama batendo no joelho dela. Aí veio uma onda e jogou ela para dentro da lama. Aí ela sumiu no meio da lama", diz Marcelo, se referindo à conversa que teve com uma vizinha que presenciou o momento da passagem do tsunami de lama.

Entre os outros três mortos, Claudemir era funcionário da Integral Engenharia e Pedro Paulino trabalhava na Manserv Montagem e Manutenção, empresas terceirizadas que prestavam serviço à Samarco. Maria Elisa morava em Contagem, na Grande BH, e estava em Bento Rodrigues pescando no momento da tragédia. O filho dela, Wanderley Lucas Filho, 38, esteve hoje no IML para providenciar a documentação necessária para a liberação do corpo. "É o fechamento de um ciclo. Se não tivesse encontrado o corpo, a dor seria muito maior. Nós ficamos 30 dias até encontrá-la", diz.

A lista de desaparecidos tem agora quatro nomes. Ailton Martins dos Santos, 55, Vando Maurílio dos Santos, 37, e Edmirson José Pessoa, 48, eram funcionários terceirizados que prestavam serviço à Samarco. Já Antônio Prisco de Souza, 65, era morador de Bento Rodrigues e também não foi localizado.
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