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Arqueólogos resgatam quatro peças sacras levadas pela lama em Bento Rodrigues

Fazem parte do acervo duas almofadas da porta principal, o fragmento de um banco, possivelmente da sacristia, e o anjo de madeira de um altar da Igreja de São Bento

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postado em 04/12/2015 15:22 / atualizado em 04/12/2015 15:40

Gustavo Werneck

MPMG/Divulgacão
Quatro peças pertencentes à antiga Igreja de São Bento, no subdistrito de Bento Rodrigues, em Mariana, na Região Central, foram resgatadas, nessa quinta-feira, pela equipe de arqueólogos que trabalha no local onde existiu o templo do século 18 soterrado, há um mês, pela lama de minério vazada da mineradora Samarco.

Segundo o coordenador das Promotorias de Justiça do Patrimônio Cultural e Turístico de Minas Gerais (CPPC), promotor de Justiça Marcos Paulo de Souza Miranda, fazem parte do acervo duas almofadas da porta principal, o fragmento de um banco, possivelmente da sacristia, e o anjo de madeira de um altar.

O trabalho, com acompanhamento do Corpo de Bombeiros, é o primeiro resultado do termo de ajustamento de conduta (TAC) assinado, segunda-feira, entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e a Samarco Mineração S/A. Nesse documento, a empresa controlada pela Vale e anglo-australiana BHP Billiton assumiu o compromisso de adotar medidas emergenciais mínimas para preservar o patrimônio cultual sacro em Bento Rodrigues e nas comunidades igualmente afetadas de Paracatu, também em Mariana, e Gesteira, em Barra Longa, na Zona da Mata. De acordo com o MPMG, há ainda uma pia batismal enterrada no terreno, embora sem resgate.

“Estamos confiantes em encontrar mais peças no meio da lama, já que essas foram localizadas apenas três dias após a asssinatura do TAC”, disse Souza Miranda no início da tarde desta sexta-feira. Ele explicou que os objetos do século 18 estão sujos e com algumas partes danificadas, devendo passar por um processo de restauração. A equipe de arqueólogos, de acordo com o documento, está sendo paga pela mineradora.

O acervo foi levado para a reserva técnica do Museu de Arte Sacra de Mariana, no Centro Histórico de Mariana, onde já estão 310 peças retiradas, por segurança, da Igreja de Nossa Senhora das Mercês (260), na parte mais alta de Bento Rodrigues, da Matriz de Santo Antônio (39), no distrito de Paracatu de Baixo, e da Igreja de Nossa Senhora da Conceição (11 peças), no distrito de Gesteira, em Barra Longa, na Zona da Mata.
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