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Empresa que controla reservatório de Candonga desmente esvaziamento

Aliança Energia, controlada pela Vale e pela Cemig, diz que não foi notificada da decisão judicial que exige o esvaziamento da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves em dois dias e continua mantendo um volume mínimo na represa

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postado em 30/11/2015 10:56 / atualizado em 30/11/2015 11:28

Guilherme Paranaiba

Euler Júnior/EM/D.A PRESS

A Aliança Energia, empresa formada pela Cemig e pela Vale, controladora da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves (Candonga), em Santa Cruz do Escalvado, na Zona da Mata, informou nesta manhã que ainda não foi notificada da decisão da Justiça para esvaziar o reservatório da usina. A empresa disse que mantém a represa em seu nível mínimo, mesma atitude tomada logo depois do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, de responsabilidade da Samarco, a 100 quilômetros da hidrelétrica.

A decisão judicial foi motivada por uma ação proposta pelo Ministério Público e pelo governo do estado por conta do risco de rompimento das barragens de Germano e Santarém, remanescentes da Samarco em Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana."Desde que tomou conhecimento do rompimento da barragem de uma mineradora, na região de Mariana, em 5/11, a Usina acionou imediatamente o seu plano de emergência e está liberando a água do reservatório, de maneira controlada, desde
essa data, regulando o nível dentro dos padrões operacionais", diz o comunicado enviado à imprensa.

Na mesma decisão que obriga a Samarco e a Aliança a esvaziarem o reservatório da usina Risoleta Neves, que fica na Rio Doce, em dois dias, também está prevista uma multa de R$ 1 milhão por dia em caso de descumprimento. O  desastre fez com que a usina interrompesse a geração de energia. O rompimento da barragem de Fundão deixou 11 pessoas mortas e oito desaparecidas, sendo que dois corpos ainda aguardam identificação para serem relacionados à tragédia.

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