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MPES analisa laudos sobre a qualidade da água do Rio Doce em Colatina

Já em Linhares, a água foi considerada imprópria para consumo e abastecimento animal, mas liberada para irrigação

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postado em 26/11/2015 20:53 / atualizado em 26/11/2015 21:09

Paula Carolina /Estado de Minas

O Ministério Público do Espírito Santo analisa os laudos sobre a qualidade da água do Rio Doce enviados pelo Serviço Colatinense de Meio Ambiente e Saneamento Ambiental (Sanear). Conforme o entendimento do MP, pode ser novamente suspenso o serviço de captação e tratamento de água do Rio Doce para abastecimento da cidade.

Em Colatina (ES), que depende do abasecimento da água do Rio Doce, o serviço de captação e tratamento de água foi interrompido assim que a onda de lama chegou à cidade, em 18 de novembro. Foi restabelecido nessa segunda, 23, mas voltou a ser interrompido na terça, 24, e restabelecido na quarta, 25.

Em Linhares(ES), embora o abastecimento da cidade esteja sendo feito pelo Rio Pequeno, afluente do Doce que também banha a cidade, esta semana a prefeitura divulgou os primeiros resultados de análises da água com a constatação de que está imprópria para consumo e abastecimento animal. Nesta quinta-feira, após consulta a especialistas, representantes da prefeitura se reuniram com o sindicato rural da região, para discutir o uso da água para irrigação. Como essa água é absorvida pelo solo, o entendimento é de que poderia ser usada na irrigação. Segundo a prefeitura, fica a critério dos produtores rurais usá-la ou não para esse fim.

A Prefeitura de Linhares também informou que, por precaução, colocou placas nas praias do distrito de Pontal recomendando que não sejam tomados banhos de mar. O mesmo já tinha sido feito nas praias de Regência e Provoação, diretamente atingidas pela lama.

Linhares é o último município capixaba da Bacia do Rio Doce, mas a captação de água para abastecimento da população já vinha sendo feita do Rio Pequeno, que deságua no Doce. Segundo a prefeitura, o Rio Doce já sofria os efeitos da seca e ameaçava reduzir a vazão do afluente, então, por um golpe do destino, em outubro, uma barragem entre ambos já havia sido feita para garantir a amplitude do Rio Pequeno e consequentemente o abastecimento do município. Graças a essa barragem, que agora está sendo reforçada, o abastecimento de água na cidade não foi prejudicado. E outra barragem com caráter definitivo, com 10m de altura, está sendo construída para evitar a contaminação com os rejeitos de minério.

SUPORTE O Ministério Público do Estado do Espírito Santo, por meio da Promotoria de Justiça de Colatina, informa que, em reunião realizada nesta quinta-feira, em Colatina, foram discutidas formas de integrar toda a comunidade social, jurídica, política, ambiental, para auxiliar o MPES nas questões referentes ao desastre ambiental no Rio Doce. Participaram da reunião representantes do Conselho Regional de Biologia (CRBIO) e do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e autoridades envolvida. Ficou acertada a integração e o diálogo uniforme entre todos os participantes, de modo a auxiliar os Ministérios Públicos a concretizarem suas estratégias,com o respaldo técnico dos especialistas nas diversas áreas
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