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Análise do Serviço Geológico do Brasil aponta que não houve aumento de metais pesados na água do Rio Doce

A comparação foi com dados de 2010. Portanto, segundo o órgão, não há indicações de que a lama seja tóxica em relação a metais pesados

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postado em 26/11/2015 19:58 / atualizado em 26/11/2015 20:23

Estado de Minas

Novas amostras de água e sedimentos coletadas no rio Doce pelo Serviço Geológico do Brasil (CPRM), entre os dias 14 e 18 de novembro de 2015, após o acidente ocorrido na barragem em Mariana (MG), apontam que não houve aumento na presença de metais pesados na água e nos sedimentos em relação aos dados de 2010, também coletados pela CPRM. Portanto, não há indicações, segundo o CPRM, de que a lama seja tóxica em relação a metais pesados.

Os resultados obtidos em mais de 40 coletas foram divulgados nesta quinta-feira e mostram uma quantidade de material em suspensão (turbidez) muito acima dos valores observados pela CPRM em 2010. Além da turbidez, os resultados revelam também uma diminuição significativa na quantidade de oxigênio dissolvido na água que pode estar relacionada com a mortandade de peixes.

O CPRM afirma que, do ponto de vista da qualidade, a água pode ser analisada sob duas perspectivas: a água bruta que se encontra nos corpos d’água, como rios e lagos; e a distribuída às populações pelas companhias de abastecimento após tratamento.

As análises da água bruta buscam identificar parâmetros físicos, como turbidez (detritos e lama, por exemplo) e parâmetros químicos, como a concentração de metais (alumínio, arsênio, cádmio, chumbo, cobre, cromo, ferro, manganês, mercúrio, zinco, entre outros).

A Resolução nº 357 do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama) se refere à água bruta ainda nos corpos d’água e a Portaria 2.914 do Ministério da Saúde dispõe sobre padrões de potabilidade da água, ou seja, como a água deve sair das Estações de Tratamento para ser distribuída.

REJEITOS Também a Samarco divulgou, nesta quinta-feira, os resultados de análises que foram solicitadas pela empresa  à SGSGeosol Laboratórios, especializada em análises ambientais e geoquímicas de solos. Segundo a Samarco, os resutlados atestam que o rejeito proveniente da barragem do Fundão não oferece perigo às pessoas.

As amostras foram coletadas no dia 8 de novembro próximo a Bento Rodrigues, Monsenhor Horta, Pedras, Barretos e Barra Longa, em Minas Gerais, e analisadas segundo a norma brasileira ABNT NBR 10004:2004. Os locais foram definidos para a coleta por serem os mais próximos ao acidente e, portanto, as amostras representam melhor o material que estava depositado na barragem.

Ainda segundo a Samarco, os testes simulam diversas situações, como manuseio do rejeito por qualquer pessoa sem cuidados especiais, exposição a chuvas por vários anos e contato com águas correntes, como enxurradas.

O material também foi analisado para medir seu índice de acidez, neutralidade ou alcalinidade (pH), sua corrosividade e a possibilidade de gerar reação violenta, como uma explosão. Além disso, foi verificada se há presença das seguintes substâncias: alumínio, arsênio, bário, cádmio, chumbo, cianeto, cloreto, cobre, cromo, ferro, fluoretos, manganês, mercúrio, nitrato, prata, selênio, sódio, sulfato, zinco, fenóis, coagulantes e floculantes.

Após as análises de todos esses parâmetros, o rejeito presente em Bento Rodrigues, Monsenhor Horta, Pedras, Barretos e Barra Longa foi classificado como não perigoso. Isto significa que o material analisado não apresenta periculosidade às pessoas e ao meio ambiente, tendo em vista que não disponibiliza contaminantes para a água, mesmo em condições de exposição a chuvas.

Os resultados também mostraram que o rejeito coletado em Bento Rodrigues possui ferro e manganês acima dos valores de referência da norma, mas ainda abaixo dos valores considerados perigosos.

Já nas amostras retiradas próximo a Monsenhor Horta, Pedras, Barretos e Barra Longa foi detectada a presença de manganês fora dos parâmetros, mas abaixo de valores perigosos.

Como na região de Mariana e Ouro Preto o solo é rico nestes dois elementos, estes resultados já eram esperados. É importante ressaltar que a norma ABNT 10004:2004 utiliza valores de referência com base na realidade de todo o Brasil, inclusive regiões de solos pobres em ferro e manganês.
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Francisco
Francisco - 27 de Novembro às 06:01
São técnicos sabem o que falam. Grande dedução filosófica. Uma sugestão, captem água do Rio Doce, trate-a e a forneça para toda esta turma beber. Se não há riscos, então eles podem beber tranquilo, segundo eles não há o que temer.