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Lama de rejeitos da Samarco interdita praias de Regência Augusta e Povoação, em Linhares

Até o fim da tarde desse domingo, pelo menos três quilômetros de mar já haviam sido percorridos pelos rejeitos de minério e peixes de água doce e marinhos começaram a aparecer mortos

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postado em 23/11/2015 06:00 / atualizado em 23/11/2015 09:06

Estado de Minas

Gabriela Biló/Estadão Conteúdo

A lama liberada pela catástrofe de Mariana tinge áreas cada vez maiores no mar do Espírito Santo e já interditou as praias de Regência Augusta e Povoação, em Linhares, importantes pontos turísticos do estado.

De acordo com o vice-presidente do Comitê da Bacia Hidrográfica da Foz do Rio Doce, Carlos Sangália, parte dos rejeitos permanece estacionada próximo à barra, enquanto a mancha avermelhada sobe o litoral, impulsionada por ventos que vêm do Sul.

Até o fim da tarde desse domingo, pelo menos três quilômetros já haviam sido percorridos e peixes de água doce e marinhos começaram a aparecer mortos.

Na areia ainda não há vestígios da lama, mas isso pode mudar quando a maré começar a subir. Segundo Sangália, a Prefeitura de Linhares deve instalar placas nas praias atingidas ainda nesta semana, informando sobre a interdição.

A abertura da foz do Rio Doce para a liberação imediata da lama ao mar foi determinada depois de decisão do Tribunal de Justiça do Espírito (que contrariu decisão anterior da Justiça Federal que pretendia obrigar a Samarco a barrar a chegada dos rejeitos ao Oceano Atlântico), na sexta-feira, depois de ouvir ambientalistas.

Segundo o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Iema) do Espírito Santo, a retenção da lama no Rio Doce poderia comprometer berçários de espécies de água doce e salgada. O represamento poderia ainda causar inundações nas regiões de Vila do Riacho, Barra do Riacho e na reserva indígena de Comboios. A esperança é que no mar os rejeitos se dissipem mais rapidamente.

Veja imagens do momento em que a lama, atingindo a foz do Rio Doce, chega ao mar.

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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valmir
valmir - 23 de Novembro às 14:09
vejam se uma coisas dessas não se encaixa perfeitamente na velha historia de quando Deus estava distribuindo desgraças pelo mundo - um vulcão ali, um terremoto lá, uma tsunami acolá - e interpelado por um puxa saco sobre o motivo de nenhuma dessas coisas ser destinada ao lugar em que futuramente seria o Brasil, o todo poderoso responde com cara de sacana e piscando um olho "vc vai ver a especie de gente que eu vou por lá"....