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Já acabou, Jéssica. Conheça a história por trás do vídeo

Confronto entre adolescentes viralizado nas redes sociais termina bem. Saiba o que motivou a briga

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postado em 17/11/2015 20:00 / atualizado em 20/11/2015 02:46

Cecília Emiliana , Luiz Othavio Gimenez

reprodução internet
“Já acabou, Jéssica?”, diz Lara à sua colega de sala. “Sim, pode pegar o livro, não vou precisar mais dele”, responde a garota sorrindo, cheia de boa vontade.

Acredite: é esse tipo cordialidade que costuma predominar entre Lara T., 14 anos, e Jéssica A., 13, alunas do 7º ano do Ensino Fundamental da Escola Estadual Reverendo Cícero Siqueira, que funciona em Alto Jequitibá, na Zona da Mata mineira.

Assim pelo menos caracteriza a relação entre as adolescentes uma funcionária da escola, que convive com elas quase que diariamente desde o início do ano letivo — e por isso mesmo estranha o festival de tapas, socos e pontapés trocados nesta segunda-feira pelas garotas nas proximidades do colégio. Registrada pela câmera do smartphone de um companheiro de classe das jovens  , a briga, postada no Youtube, se tornou viral, chegando a ocupar o primeiro lugar nos trending topics mundiais do Twitter.

A centelha que desencadeou a cizânia foi a mesma que consumiu Bentinho no clássico Dom Casmurro: ciúme. Ao contrário do personagem de Machado de Assis, porém, Jéssica - a possessiva do enredo jequitibaense  —não ruminou o veneno por muito tempo. Segundo a servidora da instituição de ensino, a estudante teria visto a amiga falar mais cedo com seu namorado - que mora em uma cidade vizinha e não estava presente no momento da rusga. Supostamente incomodada com a cena, chamou Lara para conversar. O papo ia bem até que, não se sabe por quê, Jéssica puxou os cabelos da (que passou a ser sua) rival e a jogou no chão.

“Foi um dia de fúria", conta a funcionária, que descreve a Cícero Ciqueira como uma escola pacífica.“Só uma briga de adolescentes que passou um pouco da conta. Inclusive não entendemos porque algo tão banal ficou tão famoso. De qualquer forma, não é a regra por aqui”, completa.

As personalidades das mocinhas também não dariam pistas de que o conflito que deu fama a Alto Jequitibá seria, um dia, performado. Em seu círculo social, Lara é tida como uma pessoa calma, embora tenha seus dias de impaciência. Sabe-se que adora se maquiar e, até então, nunca havia se envolvido confusões. Já Jéssica, é uma espécie de “Miss Simpatia”. Do tipo popular, é vista sempre rodeada de amigos, e não se dá notícia de que colecione desafetos.

FINAL FELIZ 
As pazes, felizmente, já foram feitas. Com direito a choro, pedidos de desculpas e abraços, numa reunião convocada na mesma fatídica segunda-feira pela diretoria da escola. O encontro contou com a presença das mães das moças e do Conselho Tutelar. Nenhum dos envolvidos, incluindo as protagonistas da história, quis se pronunciar sobre assunto. Em conversa rápida com a reportagem do EM, o vice-diretor do colégio disse apenas que a mãe de Lara está bastante abalada com a situação, e que a comunidade escolar lamenta o ocorrido.

PM NÃO ACHA GRAÇA
Por meio de sua página oficial no Facebook, a Polícia de Militar de Minas Gerais se manifestou sobre a rixa. “Agressão não tem graça, é contravenção penal e gera responsabilidades”, alertou a coorporação.

reprodução facebook

 

 

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Marco
Marco - 24 de Novembro às 06:57
Estamos num Brasil em chamas. O crime tomou conta do Brasil e a mídia destaca como se fosse um descobrimento fantástico da ciência. Políticos se tornam criminosos e tome destaque. Porque a mídia não destaca pedindo que mudem a forma de punir criminosos no Brasil inclusive exigindo a prisão perpétua?
 
Rick
Rick - 18 de Novembro às 17:51
Já acabou Nina?
 
Nina
Nina - 18 de Novembro às 14:10
Só no BRASIL mesmo. Uma bobagem dessas ganha tanta importância. Por isso estamos na "lama". Essa garotada ao invés de estudar e procurar mudar os rumos dessa nação, ficam ai brigando por causa de homem. Afff isso pra mim é falta de serviço, se fosse como na minha época sairiam correndo da escola para ajudar a mãe nos afazeres de casa, não teriam tempo para ficar pensando bobagens. Se fosse minha filha receberia uma boa surra.
 
Rick
Rick - 18 de Novembro às 22:06
já acabou Nina?
 
Rafael
Rafael - 18 de Novembro às 12:24
13 e 14 anos brigando por namorado??? Vamos estudar garotada!
 
CELSO
CELSO - 18 de Novembro às 09:34
Como diz a PM, apesar de ser "coisas", de adolescentes, briguinha por causa de namorado, não deveria nem ter começado!
 
sílvio
sílvio - 18 de Novembro às 08:30
Responsabildiades
 
Silas
Silas - 18 de Novembro às 15:10
Beesha, a senhora é observadora e detalhista mesmo, viu viado?!
 
Thiago
Thiago - 18 de Novembro às 07:57
Só mesmo no Brasil uma imbecilidade dessa vira notícia.
 
robsonsi
robsonsi - 26 de Novembro às 09:15
Batman,se apanhasse ou batesse na escola meu pai me mandava cortar a vara de goiaba e agora o bicho vai pegar seu brigao,hoje sou desembargador com muito orgulho do velho pai
 
Nina
Nina - 18 de Novembro às 14:11
Estamos perdidos Batma. kkk
 
Adriano
Adriano - 18 de Novembro às 11:11
E vc aqui comentando? Vida fútil a sua de perder tempo em ler e ainda comentar uma notícia dessa. kkkkk
 
Jefferson
Jefferson - 18 de Novembro às 00:05
Alguém poderia avisar a Pm que agressão não é contravenção penal, pois não está previsto na lei 3.688, mas agressão é crime previsto no art 129 do código penal. Contravenção penal e crime são coisas que se diferem em diversos aspectos, portanto PM, se for pra fazer uma página de rede social, ao menos informe direito, visto que a prevenção criminal, atribuição da Pm não vem sendo feita mesmo.
 
Luciana
Luciana - 18 de Novembro às 12:49
Você está com cara de advogado de 1º Período. Agressão não está no Decreto-Lei Nº 3.688/41, nem no Código Penal. No caso, a agressão foi interpretada pela PM como Vias de Fato (Art. 21 do referido Decreto), porque não houve lesão Corporal (Art. 129, CP).