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Estado de Minas

Diretor da Vale rebaixa valores de seguro de responsabilidade civil da Samarco

Sem revelar os valores de cobertura do seguro da Samarco, Luciano Siani destacou que são expressivos apenas em relação ao risco operacional, envolvendo danos materiais e interrupção de negócios


postado em 17/11/2015 06:00 / atualizado em 17/11/2015 08:00

O seguro de responsabilidade civil da Samarco é insuficiente para cobrir as indenizações e multas ambientais, disse o diretor-executivo de Finanças da Vale, Luciano Siani. O montante a ser pago a título de reparação foi apontado pelo executivo como “a grande incógnita para o futuro da empresa”.

Sem revelar os valores de cobertura do seguro da Samarco, o executivo destacou que são expressivos apenas em relação ao risco operacional, envolvendo danos materiais e interrupção de negócios. “Em relação à responsabilidade civil, o seguro é bem inferior à multa que o Ibama aplicou”, disse Siani, em teleconferências com investidores do mercado financeiro. O órgão ambiental federal multou a Samarco em R$ 250 milhões após o acidente.

A Vale destacou que a prioridade no curto prazo é mitigar os “graves efeitos” do acidente, com foco em várias frentes, como a realocação das pessoas e os danos ambientais”. Uma consultoria foi contratada pela Samarco para elaborar um plano de remediação

Embora tenha dito que Vale e BHP, que controlam a Samarco, vão prestar o apoio necessário para que a empresa possa se reerguer, o executivo manteve a estratégia de desvincular a mineradora de suas controladoras, afirmando que, na esfera civil e ambiental, ela é “uma empresa independente, com patrimônio próprio para responder às autoridades”.

O discurso da Vale é de que a sociedade civil, incluindo comunidades locais e as autoridades, é que definirão quando a Samarco terá condições de retomar as atividades. Siani preferiu não estabelecer um prazo, explicando que, do ponto de vista operacional, isso seria possível em tempo relativamente curto, uma vez que, à exceção das barragens, as instalações, como pelotizadoras, porto, mina e o mineroduto da companhia, foram preservadas. “O obstáculo para que a Samarco volte a operar está mais ligado às discussões com a sociedade do que a meios técnicos”, disse.

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