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Acordo ambiental de R$ 1 bilhão da Samarco é um dos maiores do mundo

A assinatura do TAC com o Ministério Público não isenta a mineradora de responder por crimes ambientais e pelas mortes

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postado em 17/11/2015 06:00 / atualizado em 17/11/2015 07:49

Sandra Kiefer /

R$ 1 bilhão em conta-corrente, com verba carimbada para recuperação e valores auditados. Essa é o montante garantido para o início da recuperação da maior catástrofe ambiental do país. A reconstrução do povoado de Bento Rodrigues (em local a ser definido com os moradores) e a interrupção da onda de lama liberada pelo rompimento da Barragem do Fundão, em Mariana, são os pontos essenciais do termo de ajustamento de conduta emergencial assinado às 15h de ontem entre o conglomerado minerador Samarco/Vale/BHP Billinton e a força-tarefa capitaneada pelo promotor de Justiça Carlos Eduardo Ferreira Pinto, coordenador do Núcleo de Resolução de Conflitos Ambientais (Nucam) do Ministério Público de Minas Gerais, em parceria com o Ministério Público Federal.

É o maior acordo ambiental já firmado no Brasil e um dos maiores do mundo. Mas o montante de R$ 1 bilhão é tido como uma quantia preliminar pelo MP, enquanto não se define o tamanho dos danos. “A totalidade do dano ambiental é imensurável. Digamos que se trata apenas de uma primeira parcela”, afirmou o promotor Carlos Eduardo Ferreira Pinto.

“Até agora, dependíamos da boa vontade da empresa; agora temos um termo jurídico assinado e uma destinação para conta específica, que não tem a ver com o caixa único da União. A multa que o Ibama aplicou, por exemplo, não significa nada, pois vai para a vala comum”, disse o promotor de Justiça Mauro Elovitch, em referência ao fato de que o valor recolhido pelo governo federal não é vinculado à recuperação do desastre, podendo ser usado para outros fins.

A assinatura do TAC com o MP não isenta a mineradora de responder por crimes ambientais e pelas mortes. Ontem a Samarco anunciou também acordo com o MP do Espírito Santo e com o MPF para ações como a garantia de abastecimento de água e mitigação dos impactos ambientais no estado vizinho.
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Dalton
Dalton - 17 de Novembro às 23:08
Pra criticar e mostrar culpados atualmente no Brasil, não carece de provas nem de julgamento, é ´só noticar que aparecem promotores e juizes até do fundo da lama. Foi uma catástrofe, sim a maior, infelizmente, mas até que sejam apurados todos os fatos que levaram ao caos, só vamos ficar atirando pedras? A SAMARCO e VALE contribuem muito para a economia de Minas e do Brasil, o que não lhes dá o direito de fazerem o que fizeram, ou deixaram acontecer. Então agora, é deixar os órgãos competentes agirem e quem quiser participar, seja propositivo, mais lama não ajudará em nada.
 
Leidiane
Leidiane - 17 de Novembro às 17:24
Ué, não pode criticar a matéria que a moderação não aprova? vocês são toscos. 20bilhoes de DOLARES foi o que a BP pagou em 2010 pelo derramamento de óleo no golfo do méxico. Convertendo isso hoje, dá aproximadamente 70 BILHÕES de Reais. SE-TEN-TA BI-LHÕES. 70!
 
Luiz
Luiz - 17 de Novembro às 12:12
Comentários criticando Samarco e Vale são proibidos, certo moderação?
 
Luiz
Luiz - 17 de Novembro às 12:11
1 bilhão não é nada. Além de matar o Rio Doce essa lama vai acabar com 3.000km do litoral brasileiro. Para efeito comparativo a petrolífera BP fez um acordo este ano de praticamente 20 bilhões de dólares pelo derramamento de petróleo que afetou 1.500km da costa estadunidense em 2010. Proporcionalmente a Samarco/Vale teria que pagar no mínimo 100 bilhões de reais. Mas sinceramente não há dinheiro que compense a morte do Rio Doce, além da multa a pena deveria ser limpar toda a calha do rio desta lama e recuperar a fauna e flora. No mínimo.
 
Leidiane
Leidiane - 17 de Novembro às 17:24
Achar que 1 bilhão é muito, essa Matéria só pode ter sido vendida.
 
aloisio
aloisio - 17 de Novembro às 11:44
Eu fico aqui pensando, pq, qual é o interesse de alguém publicar que essa merreca é a maior já paga por um desastre ambiental. Já vi outras publicações falarem em 14 bilhões ai aparece essa notícia furada aqui de um bilhão, qual seria o interesse desta publicação.
 
Leidiane
Leidiane - 17 de Novembro às 17:25
Pois é... quem ganha com isso?
 
Luiz
Luiz - 17 de Novembro às 11:23
1 bilhão não é nada. Além de matar o Rio Doce essa lama vai acabar com 3.000km do litoral brasileiro. Para efeito comparativo a petrolífera BP fez um acordo este ano de praticamente 20 bilhões de dólares pelo derramamento de petróleo que afetou 1.500km da costa americana em 2010. Proporcionalmente a Samarco/Vale teria que pagar no mínimo 100 bilhões de reais. Mas sinceramente não há dinheiro que compense a morte do Rio Doce.
 
Geraldo
Geraldo - 17 de Novembro às 11:21
Sei não, 1 bilhão, deputados no meio. Alguém vai ficar milionário nos próximos dias.
 
José
José - 17 de Novembro às 11:03
Dinheiro de pinga, para a Vale. Ridículo este valor!
 
Brasil
Brasil - 17 de Novembro às 09:55
O Estado tem sua culpa, além de não fiscalizar, vende as nossas riquezas minerais para o exterior sem o aval do povo brasileiro. Em relação ao faturamento, emprega-se muito pouco, deveria esta riqueza ser processada no Estado, agregando valor e renda para a população. Infelizmente deixaremos para as gerações futuras, um Estado pobre e cheios de crateras.
 
Miguel
Miguel - 17 de Novembro às 09:52
Em 2010 no vazamento de petróleo no golfo do México a BP pagou a modesta quantia de 17 Bilhões....de dólares!!!! A tragédia em Mariana, como dano ambiental e dano civil não fica longe do que aconteceu lá. Os especialistas dos EUA, dizem que levarão mais de 10 anos para recuperar o ecossistema da região. Aqui pode demorar décadas, pois, literalmente mataram um Rio com importância regional. Portanto, quem acha que esse valor é alto, e justo, está enganado.