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Polícia faz coleta de material genético de 10 familiares das vítimas desaparecidas em MG

Parentes de dois desaparecidos ainda serão submetidos ao procedimento. Do total de 11 corpos resgatados, quatro ainda aguardam identificação por meio de exame de DNA

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postado em 16/11/2015 16:05 / atualizado em 16/11/2015 18:44

João Henrique do Vale

Jair Amaral/EM/D.A press
A Policia Civil coletou pela manhã material genético dos familiares de 10 das vítimas desaparecidas pelo rompimento da barragem da Samarco em Mariana, na Região Central de Minas Gerais. A informação é do Corpo de Bombeiros, em boletim divulgado no começo da noite desta segunda-feira. Parentes de duas vítimas não compareceram e serão convocados para ceder o material para ajudar na identificação de corpos por meio de exame de DNA. Quatro mortos aguardam pelo reconhecimento oficial.

À tarde, o delegado Rodrigo Bustamonte já havia confirmado a adoção do procedimento junto aos familiares dos 12 desaparecidos, nove pessoas que prestavam serviço para a mineradora Samarco e três moradores de Bento Rodrigues. Bustamonte participou de audiência pública em um teatro no Centro de Mariana, que ficou lotado de famílias atingidas, moradores e autoridades.

Segundo o delegado, as investigações continuam para chegar as causas da tragédia. Cinco peritos estão na cidade para apurar o que levou ao rompimento das duas barragens. "Será um inquérito árduo e com muitos elementos para serem colhidos. Vamos fazer uma apuração rigorosa", afirmou.

Bustamonte disse que já solicitou ao Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran) a isenção para os moradores que perderam documentos de veículos e terão que solicitar a segunda via.

Durante o encontro, o promotor Guilherme Meneghim, da Promotoria de Direitos Humanos de Mariana, explicou que pediu o bloqueio de R$ 300 milhões da Samarco para garantir o direito dos moradores. "Prefiro que o dinheiro não seja usado e a empresa cumpra com suas medidas", disse.

De acordo com o promotor, se os moradores forem novamente levados para uma comunidade e tenham "a dignidade recuperada" o dinheiro pode ser resgatado novamente. "O importante agora são as pessoas. Todos precisam de todos nós", comentou.

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