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Prefeito quer que Dilma veja de perto estragos da tragédia em Mariana

A presidente Dilma Rousseff desembarcou em Belo Horizonte, nesta quinta-feira, uma semana após a tragédia ocorrida em Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana, onde seis pessoas morreram e 20 estão desaparecidas, além de dois corpos que aguardam identificação pelo IML

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postado em 12/11/2015 09:42 / atualizado em 12/11/2015 13:03

Iracema Amaral , Isabella Souto /

Isabella Souto/EM/D.A Press

O prefeito de Mariana, Duarte Gonçalves Júnior, disse nesta quinta-feira, enquanto aguardava na Base Aérea da Pampulha o desembarque de Dilma Rousseff, que vai pedir à presidente que desça na cidade para ver de perto os estragos do desastre ambiental provocado pelo rompimento de duas barragens da Samarco em Bento Rodrigues, subdistrito de Mariana. Ele quer também que ela converse com os moradores.

"Ela vai ver uma realidade que somente quem esteve no local vai entender", afirmou. Segundo Duarte Júnior, o prefeito vai solicitar à Dilma e ao governador Fernando Pimentel que abram mão da parte que cabe à União e ao Estado na arrecadação da CFEM, imposto pago pelas mineradoras.

 

Dilma desembarcou em Belo Horizonte nesta quinta-feira, uma semana depois do maior acidente ambiental da história de Minas Gerais, com reflexos também no Espírito Santo. Na agenda divulgada pela assessoria da presidente, está previsto o sobrevoo da presidente em Mariana, em Governador Valadares, onde ela deve dar uma entrevista à imprensa, e no Espírito Santo. No estado capixaba, ela acompanha o trajeto da lama de rejeitos que contaminou o Rio Doce, que atravessa Minas e Espírito Santo.

Reivindicações

De acordo com o prefeito, o município fica com 60% da CFEM hoje, arrecadada pela exploração do minério no município. Esse percentual equivale a uma quantia que gira entre R$ 4 milhões e R$ 5 milhões mensais. A união fica com 17% e o Estado com 23% do imposto devido pelas mineradoras.

Com a suspensão da atividade mineradora pela Samarco, a prefeitura calcula uma perda de 30% na arrecadação. "O governo federal e o estadual precisam entender que a questão envolve chefes de família, vidas. Com essa queda de arrecadação, programas essenciais podem ser paralisados", justificou.

Outra reivindicação do prefeito é que o governo federal realize um estudo das causas do acidente, independentemente do trabalho realizado pela Samarco. Duarte Júnuor disse que iria pedir ainda que os governos federal e estadual continuem prestando assistência na busca de todos os desaparecidos. O prefeito disse que não conversou com o governador Fernando Pimentel, antes de Dilma, sobre a pauta de reivindicações.

Sobrevoo

A presidente Dilma chegou ao Aeroporto da Pampulha por volta das 10h. Um pouco antes, o governador Fernando Pimentel também desembarcou de um helicóptero no local. No hangar da Força Aérea Brasileira (FAB), o vice-governador de Minas, Antônio Andrade, já aguardava Dilma e Pimentel.

Dilma, o governador e o prefeito ficaram reunidos durante 50 minutos em uma sala no Aeroporto da Pampulha. Nenhuma autoridade falou com a imprensa após o encontro reservado. Embarcaram com Dilma para fazer o sobrevoo das áreas atingidas pelo rompimento das barragens da Samarco os ministros Aloizio Mercadante, da Educação, Gilberto Occhi, da Integração Nacional, Isabella Teixeira, do Meio Ambiente, o prefeito de Mariana, Duarte Gonçalves Júnior, e o governador Fernando Pimentel,  o arcebispo de Mariana Dom Geraldo Lírio Rocha, e o secretário nacional de Defesa Civil, Humberto de Azevedo Viana Filho. De acordo com a assessoria da presidente, não há previsão de Dilma descer em Mariana para ver a tragédia de perto, conforme queria o prefeito.

Jair Amaral/EM/D.A Press

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