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Retorno às aulas e transferência de moradores de hotéis serão discutidos em Mariana

Duas reuniões vão definir o futuro das 631 pessoas desabrigadas por causa do rompimento de duas barragens na cidade. Pelos menos 6 pessoas morreram na tragédia

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postado em 12/11/2015 09:25 / atualizado em 12/11/2015 17:40

João Henrique do Vale

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press.

O retorno à normalidade nos municípios destruídos pela lama de rejeitos que descu das barragens da Samarco em Mariana, na Região Central de Minas Gerais, ainda deve demorar. Mesmo assim, a prefeitura de Mariana tenta ajudar na normalização do cotidiano de cada famílias. Na manhã desta quinta-feira, equipes da Secretaria de Educação vão se reunir para decidir o retorno às aulas de aproximadamente 170 alunos das escolas destruídas pela avalanche de minério e água nos distritos de Paracatu e Bento Rodrigues. Outra reunião vai discutir a retirada dos moradores dos hotéis para casas que serão alugadas pela empresa.

O encontro de setores ligados à educação começou às 9h na sede do Serviço Social das Industrial (Sesi). As crianças e adolescentes devem ser distribuídos em escolas de Mariana. Um ônibus escolar vai passar pelos hotéis para buscar os estudantes e levá-los a cada colégio.

Na terça-feira, o promotor Guilherme de Sá Meneghin, da promotoria de Direitos Humanos de Mariana, informou que a prefeitura traçava estratégias para que as crianças estudem na mesma escola, o máximo possível. A intençãoé não separar amigos que estiveram juntos desde o início da vida acadêmica. Um trabalho de conscientização será realizado com professores e estudantes das escolas para onde as crianças serão levadas.

Outro encontro vai discutir a realocação das 631 famílias desabrigadas dos hotéis para casas que serão alugadas pela empresa Samarco. A reunião, entre o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e movimentos sociais, começa às 10h. De acordo com o promotor Guilherme Meneghin, nessa quarta-feira a mineradora iniciou uma pesquisa com os desabrigados para saber quais famílias queriam sair dos hotéis e ir para as casas. A empresa, segundo o MP, decidiu tomar uma decisão coletiva e não individual. “Eles estão muito unidos”, comentou o representante da promotoria de Direitos Humanos sobre os moradores.

Exigências do MP

As medidas fazem parte de uma série de reivindicações feitas pelo MP à empresa. O prazo para entregar o plano de como será feito a assistência das famílias expira nesta sexta-feira. A Samarco tem que tomar cinco providências, entre elas o fornecimento de auxílio financeiro mensal a cada família, um cronograma para a transferência dos moradores para as casas e um plano de reparação integral das comunidades destruídas pela lama, com prazos, e o que será feito para reconstrução.

 

 

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