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Mineradora admite reforço contra novo rompimento em terceira barragem

Presidente a Samarco disse que o primeiro passo em relação às vítimas foi prestar assistência médica. Depois, elas foram alojadas nos hotéis e, assim que definidos os critérios, vão para as casas

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postado em 11/11/2015 14:14 / atualizado em 12/11/2015 19:20

Cristiane Silva , Valquiria Lopes

Alexandre Rodrigues/EM/DA Press

Representantes das mineradoras Samarco, Vale e BHP disseram nesta quarta-feira que a barragem de Germano – a única que resta em Mariana, após o rompimento de Fundão e Santarém, no maior desastre ambiental da história de Minas – está sob monitoramento com radares. "Identificamos a necessidade de reparos", admitiu Ricardo Vescovi, presidente da Samarco. As empresas também informaram que vão construir casas para os moradores do povoado de Bento Rodrigues, varrido pela lama, na Região Central de Minas.

Em uma coletiva em Mariana também com a presença do diretor-presidente da Vale, Murilo Ferreira, e CEO da BHP Billiton, que veio da Austrália, Andrew Mackenzie, Vescovi disse que o primeiro passo em relação às vítimas foi prestar assistência médica. Depois, elas foram alojadas nos hotéis e, assim que definidos os critérios, vão para as casas. “Depois, haverá uma etapa definitiva que pode ser uma nova vila ou casas independentes. Solução será conjunta”, disse. Enquanto os imóveis não ficam prontos, os moradores devem ser realocados em casas alugadas.

O diretor-presidente da Samarco também disse que está em conversa conversa com o Ministério Público para estabelecer um fundo de assistência para ajudar as pessoas e mitigar os efeitos do desastre no meio ambiente. O valor do fundo de auxílio que está sendo criado ainda não foi definido

Murilo Ferreira, da Vale, disse que lamenta profundamente a perda de vidas e desaparecidos. Diz que desde o início do problema está ao lado da Samarco para dar apoio, com máquinas e equipamentos. "Precisamos ter um comando só e a Samarco tem mostrado competência, apesar do quadro devastador. O comando da operação continua sendo da Samarco. Nós da Vale e BHP continuamos apoiando no papel de acionistas", explicou.

"Estamos realmente tristes pelas pessoas. Estive na área e vi que a devastação é muito grande. Estamos trabalhando com a Samarco", disse Andrew Mackenzie, da BHP. "Tive contato com as pessoas que pudemos ajudar, e vi histórias de resiliência e coragem. Estamos 100% envolvidos para dar suporte à Samarco. Como primeiro passo, estamos dando suporte à criação de um fundo assistencial de ajuda às pessoas". Ainda segundo Mackenzie, as empresas estão comprometidas a ajudar a reconstruir as vidas das pessoas afetadas pelo desastre.

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Tulio
Tulio - 11 de Novembro às 19:18
A Samarco (Vale BHP) devem encerrar as atividades mineradora e pagarem o passivo ambiental que segundo especialistas levara pelo menos 200 anos para retornar tal como era há um mês atras, , ha menos de 40 dias o C/o/r/r/u/PT/o Fernando Pimentel assinou um decreto transferindo para as prefeituras a licença ambiental para o funcionamento das minas e as mineradoras ,sera o caos para o meio ambiente
 
Ferdinando
Ferdinando - 11 de Novembro às 17:26
..."nós como acionistas da Samarco".....pra quê fica nesta de que não os donos da Samarco? Ah sim....pra que jogar na lama o nome da VALE e BHP!!?? lama é pro povo simples e pra natureza indefesa...
 
Moab
Moab - 11 de Novembro às 15:03
É o mínimo que deve ser feito, além rever os bens de cada um e os prejuizos causados ao meio ambiente, o qual não tem preço!