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Coordenador da Defesa Civil vai recomendar que ninguém volte para Bento Rodrigues

Coronel afirma que o mais importante no momento é saber como a empresa se posicionará em relação à indenização que será dada às famílias que perderam suas casas

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postado em 11/11/2015 08:19 / atualizado em 11/11/2015 10:07

Agência Estado

Se depender da Defesa Civil de Minas Gerais, os moradores de Bento Rodrigues, em Mariana, não retornarão às suas casas. O subdistrito foi duramente atingido pelos rejeitos de minério de ferro das barragens da empresa Samarco que se romperam.

Nessa terça-feira, o coordenador da Defesa Civil de Minas, coronel Helberth Figueiró de Lourdes, afirmou que, mesmo após encerradas as buscas por vítimas na região, vai recomendar que ninguém volte para o distrito. "Há quatro ou cinco metros de lama compacta em Bento Rodrigues. Mesmo se houver condições de os moradores voltarem, vou sugerir que isso não aconteça", disse.

Bento Rodrigues - que na verdade é um subdistrito de Camargos, este sim, distrito de Mariana - tinha aproximadamente 600 habitantes antes da tragédia. Foi fundado no século 18, no início da exploração de ouro que tinha Ouro Preto como principal centro. Se a recomendação da Defesa Civil for seguida, a localidade, que nasceu com a mineração do ouro, morrerá com a do minério de ferro.

A Mina da Alegria, nome dado ao complexo do qual faziam parte as duas barragens que ruíram, começou a ser explorada em 1992. O complexo tem reservas estimadas em 400 milhões de toneladas de minério de ferro. São retirados atualmente da mina 10 milhões de toneladas do metal por ano.

O coronel afirma que o mais importante no momento é saber como a empresa se posicionará em relação à indenização que será dada às famílias que perderam suas casas. "É preciso saber se receberão dinheiro, se serão adquiridas moradias em outros locais", disse. Na segunda-feira, o Ministério Público em Mariana informou que vai pedir à Justiça que determine o pagamento imediato de um salário mínimo por família atingida, por tempo indeterminado.
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Paulo
Paulo - 11 de Novembro às 10:36
Um salário mínimo por mês!!!Que dádiva a justiça está pleiteando para essas famílias. A Samarco (Vale do Rio Doce), tem uma receita anual maior que US$ 1.000.000.000,00, vai fazer muita falta!!!!! E ainda a sociedade tem que fazer campanha de doações, pois , a empresa é muito pobre e não pode arcar com a alimentação e outras necessidades básicas dessas pessoas. Cadeia nesse povo, já imaginou ver sua filha de apenas 5 anos ser levada dos seus braços e sumir na lama. Há esqueci, vai estar tudo bem , esse pai vai receber um salário mínimo por mês.