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Primeiras três famílias começam a mudar nessa quarta-feira para casas alugadas pela Samarco

As casas fazem parte de um levantamento de 140 imóveis que passarão a ser ocupados pelas famílias desalojadas. Até essa sexta-feira a Samarco terá que apresentar levantamento sobre a renda salarial das pessoas atingidas

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postado em 10/11/2015 18:18 / atualizado em 11/11/2015 09:03

Daniel Camargos / , Valquiria Lopes , Paula Carolina /Estado de Minas , João Henrique do Vale

Já foram mapeadas e escolhidas 140 casas que estavam vazias no município de Mariana e irão abrigar parte das famílias desalojadas pela tragédia do rompimento das barragens da Samarco. Três primeiras famílias já começam a mudança nessa quarta-feira. A informação é do promotor Guilherme Sá Meneghin, do Ministério Público de Minas Gerais.

Segundo o promotor, o Ministério Público, por meio da Promotoria de Mariana, pediu que fosse feio o levantamento das casas, o que foi feito em conjunto com a Prefeitura de Mariana. E Samarco arcará com o aluguel e despesas básicas como água e luz, além de ter que mobiliar os imóveis. "Vamos exigir que a empresa tome conta dessas pessoas, arcando inclusive com móveis e alimentos", disse. 

As casas são provisórias, até que se decida sobre a possibilidade ou não de reconstrução das áreas atingidas. O promotor não deu detalhes sobre os critérios de escolha das primeiras famílias que irão mudar. Mas adiantou que todas as 140 estão abrigadas em hotéis, mas, no total, há cerca de 200 famílias desalojadas. "Vamos identificar a intenção de cada família. Se querem ir para uma casa ou ficar em hotel. Até o próximo dia 18, queremos já ter identificado a posição de todos", afirmou o promotor.

Ainda segundo o promotor, também será possível fazer a mudança para cidades próximas, caso seja de interesse das famílias. "Por exemplo, tem uma família que prefere ir para João Monlevade. Eles terão esse direito", observou.

SALÁRIOS A Samarco tem prazo até essa sexta-feira para terminar e apresentar o levantamento sobre os salários que cada família recebia para, assim, ser calculada uma indenização.
Nao há prazo determinado para o fim dessa indenização. As pessoas terão que ser remunerados enquanto estiverem em situação vulnerável.
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