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Especialistas alertam sobre perigos à saúde de quem teve contato com a lama em Mariana

Na opinião de infectologista, quem teve contato mais próximo com a lama corre maior perigo, principalmente por causa de lesões

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postado em 09/11/2015 06:00 / atualizado em 10/11/2015 12:23

Mariana Peixoto /

Paulo Filgueiras/EM/DA Press

Hepatite A, leptospirose e diarreia. Estes são alguns dos riscos que atingem quem que teve contato com a água contaminada pela lama que desceu das duas barragens da mineradora Samarco, em Bento Rodrigues e invadiu o Rio Doce, que abastece cidades em Minas Gerais e no Espírito Santo.


“Essa contaminação seria por microorganismos. É sabido com a água vai carregando animais mortos, trazendo alguns de pequeno porte, como ratos (cuja urina causa leptospirose)”, afirma a infectologista Silvana de Barros Ricardo, coordenadora do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Mater-Dei.

Na opinião da especialista, quem teve contato mais próximo com a lama corre maior perigo, principalmente por causa de lesões. “É difícil mensurar a exposição que ocorreu durante o resgate, mas a contaminação pode ocorrer também através de mucosas, além de feridas. As pessoas têm que ser vacinadas contra tétano.”

Segundo ela, para a população que vive mais distante do acidente, o risco permanece. “Como pode haver contaminação dos sistemas de tratamento, o ideal é que as pessoas que vivam próximas ao rio tomem água fervida ou mineral.”

Também infectologista, Carlos Starling, membro da Sociedade Mineira de Infectologia, afirma que o tipo de problema relacionado com o contato com a lama e a água vai depender “do tipo de resídio que houver”. “A ingestão de produtos químicos pode levar a intoxicações as mais diversas. Além disto, a lama está pegando tudo, e se o sistema de esgoto é comprometido, você tem as contaminações provocadas por microorganismos de vida livre, como salmonela.”

Silvana de Barros Ricardo chama a atenção também para plantações ribeirinhas, caso sejam recuperadas. “Os alimentos podem ser contaminados, já que a transmissão é via oral.”

Médico sanitarista, professor e ambientalista, Apolo Heringer-Lisboa fala também dos riscos dos seres que vivem no curso de um rio. “Vai haver uma mortandade enorme de peixe, pássaros e animais terrestres que bebem da água do rio. Não podemos pensar só no ser humano, mas em todas as espécies.”

Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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joel
joel - 09 de Novembro às 09:59
Inocentes, o povo, a fauna e flora pagam pela incompetência do Ministério Público e órgãos de fiscalização. Políticos e autoridades no Brasil estão preocupados com o próprio umbigo. Na hora da tragédia, aparecem oferecendo ajuda. O Brasil está agonizando e afundando em LAMAS...
 
Angelo
Angelo - 09 de Novembro às 08:14
Os danos causados pela trágica ruptura de uma barragem é um alerta as mineradoras para que a teconologia do setor , alerte , oriente , evite danos mendonhos como este ao sistema ecologico e o sacrificio de vidas e para que o Estado de Minas não , nunca mais vire manchente no Mundo pela ganancia da exploração do mineiro de ferro .