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Estado de Minas

Turbidez e condutividade elétrica em águas do Rio Doce estão acima do limite legal

Bacia hidrográfica próximo a Bento Rodrigues foi analisada pelo Igam, que estudou qualidade da água. Ainda serão analisadas amostras para varredura de metais pesados


postado em 08/11/2015 15:33 / atualizado em 10/11/2015 12:37

Onda de lama vinda do rompimento das barragens em Mariana passa pelo Rio Doce, entre os municípios de Santana do Paraíso e Caratinga(foto: Leandro Couri/EM/D.A Press )
Onda de lama vinda do rompimento das barragens em Mariana passa pelo Rio Doce, entre os municípios de Santana do Paraíso e Caratinga (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press )
As primeiras análises realizadas pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) na bacia hidrográfica do Rio Doce, próximo a Bento Rodrigues, apontou que a turbidez e a condutividade elétrica estão acima do limite legal, pela presença de sólido (barro) na água. O Sistema Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Sisema) informou, na tarde deste domingo, que ainda serão analisadas amostras de sedimentos nos pontos de amostras de água para varredura dos metais e quantificação dos metais de interesse (metais pesados). Além disso, será realizada a caracterização da lama. Tais análises indicarão a qualidade da água para o abastecimento humano.

Em nota, o Igam informou o resultado de um monitoramento da águas na região de Bento Rodrigues, após o rompimento de duas barragens da Mineradora Samarco que devastou o distrito. As primeiras análises, realizadas pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam), se refere à turbidez (quantidade de barro) e à condutividade elétrica (a facilidade ou dificuldade de passagem da eletricidade na água) e não inclui a toxidade da água.

Em decorrência do acidente, com consequências em praticamente toda a bacia hidrográfica do Rio Doce, o Igam solicitou ao Serviço Nacional da Indústria/Fundação Centro Tecnológico de Minas Gerais – Senai/Cetec, a realização de coletas e análises emergenciais da qualidade da água da bacia hidrográfica, bem como dos rejeitos lançados pelas barragens rompidas, trabalho este que se iniciou no dia seguinte ao evento com o planejamento do roteiro e deslocamento da equipe para a área.

O Igam também informou que monitora a qualidade das águas da bacia Hidrográfica do Rio Doce em 12 pontos, instalados em sua calha, nos quais são realizadas coletas e análises mensais. Foram colhidas amostras em dois pontos do Rio Doce: próximo a Santa Cruz do Escalvado e próximo a São Domingos do Prata.

Os resultados completos serão analisados e divulgados após a liberação dos mesmos pelo laboratório responsável pela coleta, o que deve acontecer na segunda-feira.


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