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Grupo de amigos transforma área urbana em região de preservação

Bairro Baraúnas, na Pampulha, conta com 28 minas de água que são preservadas por moradores. Pequenos gestos de gentileza contribuem para melhorar a qualidade de vida

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postado em 02/09/2015 06:00 / atualizado em 10/09/2015 10:17

Márcia Maria Cruz /Estado de Minas

Tulio Santos/EM/D.A Press
O termo meio ambiente remete a florestas, matas e outros ecossistemas em que haja muito verde. Mas o conceito engloba um conjunto de recursos e fenômenos físicos como ar, a água e o clima e tudo que cerca os seres humanos também nas cidades. Para preservá-lo é preciso que cada um faça sua parte, principalmente onde o verde parece tão pouco. É o que fez o médico Jairo Rômulo da Silva, de 74 anos, que, com 10 amigos, transformou a região onde o grupo mora, no Bairro Braúnas, na Região da Pampulha, em área de preservação ambiental. No início eram cerca de 15 mil metros quadrados de fauna e flora. Agora a área já chega a 22 mil metros quadrados, um paraíso entre o concreto e asfalto da cidade. “O nosso compromisso é manter do jeito que está. Não podemos mexer em nada. Só aumentar e preservar”, diz. Gentileza urbana para preservar o meio ambiente é o tema de hoje na série que subsidia o Prêmio Jornal na Escola, uma realização do Estado de Minas e do Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH).

No local, há 28 minas de água que vão desaguar na Lagoa da Pampulha. “É a área do estado e talvez do Brasil que tem a maior quantidade de minas por metro quadrado”, diz. O grupo de amigos a descobriu durante um jogo de futebol no local, e, pela beleza, resolveu juntar esforços para preservar. “Gentileza urbana é lutar pelo bem-estar da natureza. É isso que estamos fazendo”, define Jairo da Silva.

A coordenadora do curso de engenharia ambiental do UniBH, Gabriela Lima, defende que pequenos gestos de gentileza podem melhorar a qualidade de vidas de todos e evitar transtornos. Por exemplo, não jogar lixo nas vias públicas é uma forma de impedir que as redes fluviais transbordem em dia de chuva agravando enchentes. Outra gentileza é respeitar canteiros ou locais onde há plantio de árvores em áreas públicas. No entanto, muita gente costuma invadir essas áreas apenas para cortar caminho.

Os cuidados com seu animal de estimação também podem ser uma forma de manter a limpeza do ambiente. Ao passear com o bichinho, ela lembra que é importante levar um saco plástico ou uma pá para recolher as fezes. Encontrar o lugar adequado para jogar o lixo que se produz quando se está na rua também é um exemplo de amabilidade com a cidade e com as pessoas. “Quanto mais lixeiras tivermos nas cidades melhor, mas as pessoas podem esperar encontrar um local para deixar o resíduo.”

Os proprietários das casas ou os responsáveis por condomínios têm a responsabilidade de cuidar do passeio. É importante olhar se não há buracos ou elevações que possam levar as pessoas a se acidentarem. Também é um ato de gentileza plantar jardins e cuidar deles para deixar o espaço público mais agradável. Gabriela lembra que os passeios devem ser feitos atendendo às especificações da regulação urbana. As árvores devem ser plantadas de modo que as raízes sejam compatíveis com as calçadas.

Serviço

Inscrições: encerradas
Período de produção das redações: até 10 de setembro
Seleção pela banca avaliadora: de 12 a 23 de outubro
Cerimônia de premiação: 27 de outubro
Tema: Gentileza Urbana

#Bhmaisgentil

Os Diários Associados promovem campanha de mobilização social abordando assuntos relacionados a trânsito, cultura e sustentabilidade. A meta da campanha, batizada de #Bhmaisgentil, é fazer de Belo Horizonte a capital mais gentil do Brasil, sugerindo ações simples como distribuir sorrisos, não jogar lixo na rua, desligar os celulares nos cinemas e teatros entre outras.
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claudia
claudia - 02 de Setembro às 09:54
parabéns aos moradores, mas sem ser pé frio, vocês só conseguirão manter essa área qté a direcional conseguir um documento e dizer que a mesma é particular, assim fizeram com a mata do planalto.