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Modelo de racionamento a ser adotado em BH e RMBH começa a ser discutido

Copasa enviará à agência reguladora do estado na próxima semana a proposta de racionamento que define data exata do início da medida, para população se preparar

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postado em 10/03/2015 06:00 / atualizado em 10/03/2015 11:23

Márcia Maria Cruz /Estado de Minas , Landercy Hemerson

BETO MAGALHÃES/EM/D.A PRESS

A declaração do estado de escassez hídrica pelo Instituto Mineiro das Águas (Igam), anunciada nessa segunda-feira pelo governo depois de reunião da força tarefa que avalia a crise de abastecimento, abre caminho agora para as discussões sobre qual o modelo de racionamento que será adotado pela Copasa para a Grande BH a partir de maio. O secretário estadual de Planejamento Helvécio Magalhães, que coordena a força-tarefa, informou que deverão ser avaliadas com a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae) alternativas como rodízio, redução de vazão, manejo interno dos fluxos dos sistemas interligados e alternância de dias ou regiões. “Segundo a lei de saneamento, (a declaração de escassez hídrica) é a condição para que a Copasa faça a proposta de racionamento e/ou sobretarifa”, afirmou o secretário.

Na reunião da força-tarefa, foi apresentado o relatório detalhado sobre a situação dos reservatórios em Minas, com destaque para o Rio Manso. Apesar do volume pluviométrico de fevereiro ter sido acima da média em boa parte de Minas, nessa bacia responsável pela maior parte do abastecimento da Grande BH, o índice ficou abaixo da média. Além da constatação das condições desfavoráveis dos reservatórios, o relatório também levou em conta as previsões pluviométricas para abril, que deverá ter volume de chuva abaixo da média do mês.

A presidente da Copasa, Sinara Inácio Meireles Chenna, confirmou que na próxima semana será enviada a proposta de racionamento para a Arsae. Segundo ela, serão avaliados os prazos exatos para o início das medidas – embora o secretário tenha confirmado que será em maio. Segundo Sinara, a população terá tempo hábil para se preparar. “Racionamento está no plano, embora tenha havido uma economia de parcela da população, isso ainda não é suficiente para dar tranquilidade. Faremos uma primeira conversa ainda está semana. Na próxima semana, teremos uma data viável para o início das ações”, confirmou Sinara.

Sinara adiantou que no sistema do Rio das Velhas não é possível suspender o fornecimento para região abastecida em função de a captação não ter reservação. Segundo ela, essa limitação se deve à captação ser a fio d’água. “Foge um pouco de nossa possibilidade de segurar e distribuir de forma gradativa.” Ela disse ainda que, no sistema Paraopeba, esse manejo é possível. A solução que deverá ser empregada é aumentar o máximo a transferência do Velhas para o Paraopeba, para que haja melhores condições para fazer o racionamento.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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João
João - 05 de Maio às 11:19
Hoje a falta d'água que ocorre em Minas e em São Paulo deveria servir de alerta para a região da Amazônia . Daqui a uns anos, se não forem tomadas medidas urgentes para barrar o desmatamento desenfreado da floresta amazônica, brevemente lá teremos o que temos aqui: falta d'água. Se na região Sudeste chove, é graças à floresta amazônica. Os políticos atualmente somente em pensam em seus bolsos. Deveriam estar aprovando leis fortes para inibir o desmatamento desenfreado daquele tesouro verde. Os países europeus assistem a tudo isso calados, pois estão sendo beneficiados.
 
João
João - 05 de Maio às 11:11
Recentemente vi uma matéria no JN, mostrando o que a cidade de Nova York fez para se evitar a falta de água. Atenção COPASA, ao invés de inventar a roda vamos melhorar a que já foi inventada. Vamos parar de ficar olhando para o nosso próprio umbigo. Vamos sair da inércia. Gestor de órgão público deve deixar de ser passivo e passar a ser mais pro ativo. Deve passar a ter iniciativa. Faça acontecer, antes que seja tarde.
 
João
João - 05 de Maio às 11:07
Esta situação de falta de água em BH e na RMBH mostra a total incompetência dos gestores da COPASA. Não sou especialista no assunto, mas o bom senso me diz que se a COPASA tivesse investido há tempos em três pilares básicos, a situação atual seria diferente: 1) Mapear, inventariar, proteger e revitalizar as nascentes que alimentam os córregos que deságuam nos mananciais da COPASA. (2) Redesenhar e melhorar o sistema de distribuição da água em BH e na RMBH, com o objetivo de evitar o desperdício. (3) Conscientizar a população para o uso racional da água, evitando o desperdício.
 
Herman
Herman - 13de Março às 10:04
A solução é simples. Fechar as torneiras dos minerodutos. Mas o compromisso com o poder econômico, decorrente da corrupção impede que essa simples medida seja tomada.
 
Marco
Marco - 10de Março às 18:35
O que deveria ser discutido, é quem é mais ignorante e burro dos técnicos e engenheiros desta que provou ser incompetente empresa COPASA. Quando era um mar de água os mananciais que abastecem BH, RMBH, porque não projetaram e executaram grandes reservatórios? porque não construíram em lugar apropriado tais reservas para que não fosse necessário tal racionamento? Resposta: porque foram e são imbecis...
 
Marcio
Marcio - 10de Março às 10:08
A história nos mostra que é da natureza humana buscar soluções para seus maiores e mais graves problemas somente em situações de grandes crises, a meu ver precisamos ter nesse momento humildade e bom senso para reconhecermos que erramos todos na escolha do modelo de desenvolvimento escolhido - ascensão social à base do poder de consumo, sem o menor cuidado e apreço com assuntos essenciais e básicos, tudo bem que se discuta qual o modelo do carro, do celular, da TV . Mas o momento exige que aprendamos a perguntar o que está sendo feito do esgoto e lixo produzido por nós. Ou então............
 
Paulo
Paulo - 10de Março às 10:01
so quero saber se esses caras de pau vão racionar a agua da lavaçao de minerio da vale,ai quero ver,pois a vale socou grana neles tambem.
 
Osvaldo
Osvaldo - 10de Março às 09:53
Sinceramente, é muita incompetência de nossos gestores e governantes, falta visão e um melhor aproveitamento das águas que desaguam das chuvas.