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Racionamento de água e sobretaxa vão entrar em vigor a partir de maio na capital e Grande BH

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) apresentou relatório, nesta segunda-feira, que favorece a declaração de escassez hídrica na Região Metropolitana de Belo Horizonte

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postado em 09/03/2015 20:18 / atualizado em 09/03/2015 20:44

João Henrique do Vale , Landercy Hemerson

O Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam) apresentou relatório, nesta segunda-feira, que favorece a declaração de estado de escassez hídrica na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Este era o sinal verde para a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) tomar medidas de racionamento de água. A presidente da empresa, Sinara Inácio Meireles Chenna, confirmou que as propostas serão enviadas para a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais (Arsae). A previsão é que as medidas entrem em vigor a partir de maio.

O relatório do Igam foi divulgado durante a reunião da força-tarefa. O documento teve como base as condições desfavoráveis dos reservatórios no estado, além da estimativa de que o mês de abril terá volume de chuva abaixo da média do mês. E apesar do volume pulverimétrico de fevereiro ter sido acima da média em boa parte de Minas, na bacia do Rio Manso, maior reservatório de abastecimento da Grande BH, o índice este abaixo da média.

Quando a Copasa começou a divulgar os níveis dos reservatórios diariamente, o Sistema Paraopeba apresentava 30,03% de sua capacidade. Rio Manso estava com 44,78%, Vargem das Flores com 27,72% e Serra Azul 5,80%. Nesta segunda-feira, o Sistema Paraopeba está em 30,5%, Rio Manso com 43,1%, Vargem das Flores em 30%, e Serra Azul, que vem em um constante aumento, com 9,6%. Índices considerados, ainda, baixos.

Entre os modelos de racionamento que podem ser adotados, estão o rodízio, redução da vazão, manejo interno do fluxo e alternância dos dias de abastecimento por região. Além disso, a sobretaxa para as pessoas que tiverem grande consumo de água também pode entrar em vigor. O secretário estadual de Planejamento Helvécio Magalhães, coordenador da força-tarefa, afirmou que as medidas podem começar a ser adotadas já em maio.

O secretário também disse que Minas Gerais está buscando parcerias com três governo estrangeiros que conseguiram reduzir drasticamente o desperdício de água nas últimas décadas: Japão, Catalunha e Holanda. “Vamos fazer acordos de cooperação com esses governos para trazer a Minas Gerais esses sistemas que se mostraram bastante eficazes. O Japão, por exemplo, conseguiu reduzir o desperdício de água de 30% na década de 80 para 8% atualmente”, destacou.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Jose
Jose - 10de Março às 07:32
É o pt fazendo caixa , somente isto..
 
Marco
Marco - 09de Março às 23:33
Os cientistas da COPASA, poderiam ter aproveitado quando Tres Marias e outros mananciais fartos era um mar e feito alguma coisa para que não fosse necessário racionamento de água. Mas a ignorãncia é tamanha que não deixa espaço no cérebro para a inteligência de quem precisamos que trabalhem por nós.
 
Marco
Marco - 09de Março às 23:28
Quero ver quem vai contra este que aqui escreve sempre por eu chamar de incompetentes COPASA, CEMIG por não terem tido coragem, sabedoria para não chegarmos neste ponto, Somos um país onde só se pensa em bundas, televisão, futebol e carnaval;;;taí o resultado. Quero ver onde iremos chegar...
 
Meirelles
Meirelles - 09de Março às 22:49
Até parece que as mineradoras usam a água que população consome. Para o desespero petistas, as mineradoras fazem algo que passa longe dos setores públicos, gestão. Creio que uma mineradora não constrói uma barragem para fornecer água para a sua produção considerando um ano sem chuvas. Com certeza são para três anos ou mais. Agora, as represas de nossas cidades foram projetadas assim, mas a população cresceu, ninguém preocupou em aumentá-las. Pior, quem está no poder agora quer tirar é proveito político. Já deveriam estar prevendo é o aumento das barragens, idiotas.
 
VICENTE
VICENTE - 09de Março às 22:38
As mineradoras vão continuar ganhando minas de dinheiro...
 
VICENTE
VICENTE - 09de Março às 22:38
O Pimentel tem essa virtude, de cercar-se de pessoas com muita arrogância administrativa e pouca capacidade técnica. Essa presidente da COPASA não me convence. Não inspira confiança. Não acredito nos seus números. tá muito estrelinha pro meu gosto...
 
Prime
Prime - 09de Março às 22:33
Minas Gerais, o estado mais SECO do Brasil!!
 
Alexandre
Alexandre - 09de Março às 21:42
Em reunião na Câmara dos Vereadores este ano, para discutir ações sobre o desperdício de água, expus o desperdício de água gerada pelo descarte da reserva técnica de incêndio que durante anos vem degradando nossos rios, porém os presentes apenas balançaram a cabeça, representantes da COPASA, Câmara da sociedade se limitaram a apenas acenarem. Nenhum, sindico, presentante de condomínios se manifestou. Como num gesto de que quem cala consente, o silencio de síndicos e condôminos endossa o desperdício num consenso de que vamos pagar o que nos é cobrado. Tentei, mas sozinho.
 
domicio
domicio - 09de Março às 20:52
obrigado PIMENTEL,vou lembrar de você daqui a 4 anos
 
Humberto
Humberto - 09de Março às 21:12
Essa herança não veio dele, além da histeria alguns eleitores também estão com amnésia.
 
domicio
domicio - 09de Março às 20:50
E as mineradoras como vai ficar
 
Marcio
Marcio - 10de Março às 09:44
Ha muito o que discutir dos erros do passado e teremos que discutir em breve, mas é preciso garantir medidas emergenciais e a curtíssimo prazo para garantir o abastecimento, notadamente da grande BH, lembremos o esforço desenvolvido pelo pessoal da Escola de Medicina da UFMG com o Projeto Manuelzão que propunha revitalizar a bacia do Rio das Velhas, um volume considerável de dinheiro foi investido, mas a cereja do bolo que a implementação do estágio 3 da Estações de Tratamento de Esgoto (desinfecção de agentes biológicos) que traria as aguas do Velhas à classificação - II, foi "esquecida".