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Prefeituras de Betim e Contagem montam esquema para restringir público na Várzea das Flores

As administrações municipais vão colocar guardas e agentes da Defesa Civil para evitar a presença do público. A presença da Polícia Militar (PM) na operação ainda não foi confirmada

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postado em 11/02/2015 18:28

João Henrique do Vale , Luana Cruz /

As prefeituras de Betim e Contagem vão acatar o pedido da Copasa para restringir o público na lagoa Várzea das Flores, localizada entre os dois municípios, na Grande BH. A medidas será adotada por causa da crise hídica que deixou o nível do reservatório bem abaixo do esperado para o período. As administrações municipais vão colocar guardas e agentes da Defesa Civil durante as festividades para tentar impedir a presença de visitantes. Campanhas educativas sobre os riscos de acidentes também serão realizadas. A presença da Polícia Militar (PM) na operação ainda não foi confirmada. A corporação vai conceder entrevista coletiva nesta quinta-feira para passar detalhes da atuação durante a folia em Minas Gerais.

A interdição da Várzea das Flores foi proposta pelo diretor de Operação Metropolitana da Copasa, Rômulo Thomáz, na última quinta-feira. A crise hídrica é o principal motivo. O manancial é um dos que abastece a região metropolitana e, assim como outros reservatórios, enfrenta baixa vazão neste início de ano. Hoje está com pouco mais de 30% de sua capacidade, o que eleva o risco de acidentes por causa da sujeira e objetos que poluem a água.

Depois de receberem ofício da Copasa pedindo a restrição de público, as prefeituras de Betim e Contagem decidiram montar uma operação para alertar a população. Em nota, a prefeitura de Betim informou que vai começar uma campanha na sexta-feira para alertar os visitantes sobre a proibição. Eles serão orientados a deixar o local para preservar os recursos hídricos e pelo risco de acidentes. Faixas e placas serão instaladas na região e panfletos educativos serão entregues com os alertas.

O secretário municipal de Segurança Pública, Luis Flávio Sapori, afirmou que a Guarda Municipal e agentes da Defesa Civil participarão da ação, mas precisará de apoio da PM. ““Betim tem como tradição no Carnaval a festividade católica do ‘Rebanhão do Senhor’, que reúne cerca de 80.000 pessoas e, com isso, o município tem suas unidades administrativas voltadas para o evento, uma vez que contribui com a realização do mesmo. Portanto, ressalto que, para que consigamos viabilizar os trabalhos de interdição do uso da lagoa, precisaremos do apoio da Polícia Militar”, disse.

A prefeitura de Contagem vai seguir a mesma estratégia. Informou, através de nota, que a Defesa Civil e a Guarda Municipal, estará no local todos os dias do carnaval. Faixas de orientação serão colocadas no entorno da lagoa para alertar os visitantes sobre a interdição e o risco de acidentes. O Corpo de Bombeiros e a Marinha vão fiscalizar o local.

Nessa terça-feira, a Copasa enviou cópia do ofício para o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) tratando da restrição. Os promotores Marta Alves, de Belo Horizonte, Leonardo Barreto, de Contagem e Ana Luisa da Costa, de Betim, analisam o caso. A assessoria do órgão informou que nenhum deles quis comentar o caso.
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