SIGA O EM

Grande BH tem muita chuva, mas pouco alívio para reservatórios de água

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

- AMIGO + AMIGOS
Preencha todos os campos.

postado em 09/02/2015 06:00 / atualizado em 09/02/2015 10:34

Mateus Parreiras


Depois de um janeiro de poucas precipitações, as chuvas voltaram com mais vigor neste mês e já representam 75,5% da média histórica de fevereiro, que é de 188 milímetros. Má notícia para quem depende das condições meteorológicas para voar, mas esperança para o estado, que vive à sombra da crise hídrica e do racionamento. Do dia 1º deste mês até domingo foram 142 milímetros, distribuídos em grandes concentrações, como ocorreu na última sexta-feira (55 milímetros) e chuvas mais esparsas. Para o meteorologista Ruibran dos Reis, do Instituto Climatempo, a tendência é que se ultrapasse a média histórica, com precipitações previstas até a segunda-feira de carnaval. “Não devemos ter uma alteração muito significativa nos reservatórios, porque precisaríamos de uma sequência maior de dias chuvosos”, afirma.

A ponderação se reflete nos níveis dos reservatórios e da vazão do Rio das Velhas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, monitorados pela Copasa. Com o acumulado, ontem, as represas do Sistema Paraopeba, que ao lado do Rio das Velhas abastece a maior parte da Grande BH, fecharam apenas 0,1 ponto percentual acima de sábado, em 29,9%. Dos três subsistemas que compõem o Paraopeba, o que mais subiu percentualmente foi o de Vargem das Flores, que passou de 29,1% para 29,3% de acumulação (veja quadro).

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) prevê chuva para hoje ao longo de todo o dia, sendo que as precipitações pela manhã devem ser esparsas, com pancadas fortes e trovoadas à tarde e à noite. Para amanhã, a chuva deve prosseguir por longos períodos, mas deve perder intensidade na quarta e quinta-feiras, quando o tempo abre e as temperaturas devem voltar a bater os 30°C, segundo estima o Inmet.

Ontem, de acordo com o TempoClima/PUC Minas, devido à atuação da zona de convergência de umidade, as condições meteorológicas foram favoráveis à ocorrência de chuvas acompanhadas de rajadas de vento em torno de 40km/h. Os maiores volumes de chuva em Belo Horizonte foram registrados nas regionais Venda Nova e Pampulha, com volume estimado em 20 e 40 milímetros, respectivamente.

PREJUÍZOS Porém, além de esperança de aliviar a crise, a chuva trouxe transtornos à capital. Na Avenida Assis Cateubriand, no Bairro Floresta, Região Leste, uma árvore caiu sobre cinco carros. Ninguém se feriu. Na Avenida Afonso Pena, no Centro, outra árvore de grande porte caiu, destruindo um Uno e interditando quase totalmente as pistas no sentido rodoviária, depois da Praça Sete. Não havia ninguém no interior do carro. Nos dois casos, bombeiros liberaram as vias. (Com João Henrique do Vale)
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
600
 
Carlos
Carlos - 09 de Ferveiro às 14:03
Véi, na boa, sério, esse Diego deve ter fumado fumo estragado, só pode. Sóbrio, um cara não tem imaginação para postar tanta asneira, sim, não.
 
Diego
Diego - 09 de Ferveiro às 10:17
SEM CHUVA AS COISAS FUNCIONAM PARCIALMENTE. COM CHUVA NADA FUNCIONA: AEROPORTO, INTERNET, CELULAR, SEMÁFORO, ETC
 
Full
Full - 09 de Ferveiro às 14:02
então, tá..vamos nos mudar todos para Lima, no Peru, onde não chove nunca. Assim, tudo vai poder funcionar perfeitamente. Que dureza...
 
Luiz
Luiz - 09 de Ferveiro às 08:39
Não é o excesso de água que forma a enxurrada que vai aliviar o sistema hídrico mineiro. O que importa é a quantidade de água que vai infiltrar no solo e abastecer o lençol freático, o que aumenta a vazão dos rios que abastecem os reservatórios. Para isso, a chuva constante por vários dias é fundamental. Pena que a infiltração em BH é próxima de zero, já que são raros os locais onde não encontramos asfalto ou concreto na superfície do município.
 
Luiz
Luiz - 09 de Ferveiro às 16:36
Carlos, eu quis dizer que o volume de água que infiltra na terra para ser aproveitada aumentando o volume das vazões dos rios é maior do que a da enxurrada. Além do mais, o volume de água evaporado é bem baixo no processo de infiltração em comparação ao que corre na superfície da terra.
 
Carlos
Carlos - 09 de Ferveiro às 14:06
Tá, então as águas que são drenadas pelas redes pluviais, quando chegam aos rios correm todas para o mar, né? Sei....
 
Carlos
Carlos - 09 de Ferveiro às 14:05
Tá, então as águas que são drenadas pelas redes pluviais, quando chegam aos rios correm todas para o mar, né? Sei....
 
Full
Full - 09 de Ferveiro às 14:01
Sei...