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Em Minas Gerais, consumo para residências representa 83% da venda de água pela Copasa

Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, 80% do volume faturado pela Copasa é proveniente de unidades residenciais, os outros 20% estão divididos entre comércio (10%), prédios públicos (5%) e indústria (5%)

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postado em 02/02/2015 19:08 / atualizado em 02/02/2015 19:38

João Henrique do Vale

A Copasa confirmou, nesta segunda-feira, que 83% da água vendida para os municípios mineiros com concessão da empresa é destinada às residências. Para tentar diminuir o consumo nas casas, a empresa lançou uma campanha para a economia de 30% do consumo total da água. O racionamento e a sobretaxa são outras medidas que devem ser tomadas na Grande BH.

Conforme dados da Copasa, o setor comercial representa 9% do consumo e as indústrias, 3%. No setor público, o percentual é de 5%. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, 80% do volume faturado pela Copasa é proveniente de unidades residenciais, os outros 20%, estão divididos entre comércio (10%), prédios públicos (5%) e indústria (5%).

A situação crítica que o Estado vive muito se dá pela falta de chuva. Minas Gerais registrou o janeiro mais quente da história. E a previsão dos meteorologistas é desanimadora. De acordo com o meteorologista Ruibran dos Reis, do Climatempo, no início de fevereiro, as chuvas continuarão vindo em forma de pancadas e precipitação isolada. Nesta semana, uma frente fria que atua no Rio de Janeiro pode causar chuvas isoladas nas regiões Oeste, Sul, Zona da Mata, Campos das Vertentes e na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Fechando a quinzena, será a vez do Triângulo Mineiro, e novamente as regiões Oeste e Central. Depois disso, mais uma estiagem.

Reservatórios

Os níveis dos reservatórios do Sistema Paraopeba continuam oscilando. Na sexta-feira, a quantidade de água armazenada estava em 30,17%. Porém, nesta segunda-feira votlou a cair para 29,8%. A represa de Serra Azul, a que está com o nível mais baixo, subiu de 6,2% para 6,4%. Vargem das Flores teve queda de 28,84% para 28,3% e Rio Manso saiu de 44,64% para 44,1%. Já no Sistema Rio das Velhas, cuja captação é feita no fio d’água e não usa reservatórios, está com 20,8 metros cúbicos por segundo na captação.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Frederico
Frederico - 05 de Ferveiro às 16:45
é claro, as mineradoras não pagam nada
 
Lucio
Lucio - 03 de Ferveiro às 11:52
O Luis está corretíssimo! As águas que chegam aos reservatórios da COPASA, para ser tratada, é a que sobra, a que não foi usada, pelas mineradoras e pelo agronegócio. Os consumidores recebem as sobras, a verdade é essa!
 
Luis
Luis - 03 de Ferveiro às 09:55
O título está certo, 83% da venda é para residências. Mas a água usada pelas mineradoras e agroindústria nem passa pela Copasa, que não tem controle nenhum. Está na reportagem aqui da capa no EM, a Anglo pega 90% da água do Rio do Peixe em Nova Lima.
 
juliano
juliano - 02 de Ferveiro às 23:22
A copasa esta baixando o nivel ao divulgar este balanço, nos anos anteriores o que a senhora copasa estava fazendo? Sem falar nas mineradoras,tem algo estranho ai..
 
Wagman
Wagman - 02 de Ferveiro às 23:07
Olha a COPASA protegendo as mineradoras, que além de gastar muita água, contamina os nossos mananciais!!!
 
Lucio
Lucio - 02 de Ferveiro às 20:27
Mentira, mentira, mentira! Quem gasta a água dos mananciais são as mineradoras e empresas do agro negócio. A COPASA fatura com as residências, mas as mineradoras e empresas agropastoris gastam mais 70 por cento de nossos recursos hídricos.
 
Roberto
Roberto - 03 de Ferveiro às 04:42
concordo com voce, no Municipio de Itambacuri-MG na zona rural , corrego dagua preta. De um lado existe um grande barramento dagua, e mais embaixo diversas propriedades sem agua, mesmo sabendo dessa situaçao o poder publico nao faz nada, acredito que em outras regioes do estado fatos semelhantes a esse devam estar ocorrendo.E outra sera porque ninguem falou ate agora em reduçao de agua captada pela industria ou melhor sera que a industria esta economizando,e tem mais aposto que essa situaçao de Itambacuri vai resultar contrataçao de caminhao pipa, quando a soluçao seria desobstruir o rio
 
Tarcisio
Tarcisio - 02 de Ferveiro às 20:26
Para termos água, a atividade mineradora em Minas Gerais tem que ser paralisada imediatamente. Aqui é sempre a mesma coisa: os governantes fazem bobagens por décadas, quando a bomba explode, a população é que se vire. Já estou cheio disso.
 
Gilmar
Gilmar - 03 de Ferveiro às 07:08
Então se mude, pois aqui e o Brasil e nada muda.
 
Marcos
Marcos - 02 de Ferveiro às 20:01
Kkklk como sempre jogando a responsabilidade para populacao e no pais da mentira tudo pode ser dito, a agroindústria e empresas nao consomem nada!!!