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Prefeito Marcio Lacerda já vê racionamento de água

Lacerda reforça que medidas drásticas, incluindo rodízio e sobretaxa, só dependem de 'questões burocráticas' a serem encaminhadas pelo estado. PBH promete redução de 30%

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postado em 28/01/2015 06:00 / atualizado em 28/01/2015 11:41

Guilherme Paranaiba

Edésio Ferreira/EM/DA Press
A adoção do racionamento de água para os moradores da capital “é uma realidade” e dependerá somente de questões burocráticas, reforçou ontem o prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB). “O governo do estado espera, assim que tiver a anuência da agência reguladora de água e esgoto, iniciar um processo oficial de racionamento e, eventualmente, com sobretaxa para consumo excessivo. Isso foi dito na reunião ontem (segunda-feira). Não começa agora. Precisa de essa parte legal estar resolvida”, completa o prefeito. Ele se referia à reunião entre o governador Fernando Pimentel (PT) e 34 prefeitos da região metropolitana para discutir as medidas diante da crise de abastecimento.

Na semana anterior, a Copasa havia admitido a hipótese de racionar o produto se o regime de chuvas não recompusesse os reservatórios satisfatoriamente nos próximos três a quatro meses, mas o EM apurou que a medida poderia ser adotada num prazo inferior. Ela depende necessariamente de aprovação da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae), para que seja decretado o chamado estado de situação crítica. Esse processo levaria pelo menos 30 dias. Só aí poderiam ser adotados racionamento, rodízio ou sobretaxa.

Lacerda falou sobre a possibilidade de desabastecimento ontem, durante assinatura da lei que garante a transferência da permissão de táxi ao sucessor legítimo do motorista que ficar inválido ou falecer. O prefeito também informou que o primeiro dia de aula na rede pública municipal será destinado a passar informações sobre a situação de risco hídrico para as cerca de 200 mil crianças matriculadas, com o objetivo de replicar a informação às famílias e assegurar a redução de consumo.

Na Prefeitura, ele determinou que a Coordenadoria Municipal de Defesa Civil (Comdec) seja o órgão responsável por definir as ações para baixar o gasto do produto e atender a cota ideal de queda estipulada pela Copasa. “Vamos nos dedicar inicialmente a um estudo profundo do consumo da PBH. Trinta por cento é uma meta dura, mas possível”, afirma.

FALSO OTIMISMO Segundo o prefeito, em reunião com a Copasa, em novembro, na gestão estadual anterior, foi repassada à PBH a informação de que os reservatórios estavam, em média, com armazenamento de 40%, enquanto o mesmo período de 2013 tinha registrado 70%. “A posição da Copasa naquele momento era que, com o regime de chuvas próximo do normal nesse verão, não haveria dificuldades durante o ano de 2015. A realidade desmentiu esse otimismo com essa escassez de chuvas do início do ano e é importante haver uma economia pela população”, defendeu.
Comentários Os comentários não representam a opinião do jornal e são de responsabilidade do autor. As mensagens estão sujeitas a moderação prévia antes da publicação
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Leonardo
Leonardo - 28 de Janeiro às 15:24
A crise hídrica é a mais pura evidência da incompetência dos políticos brasileiros. Sabemos que investir em saneamento básico não rende votos. Nunca investiram de maneira adequada e séria para a manutenção das nascentes dos rios e nem na preservação ambiental... É o cúmulo, um país como o Brasil, até então, rico em recursos naturais, não ter água! O Brasil acaba antes do fim do mundo.
 
claudia
claudia - 28 de Janeiro às 12:24
coitado do marcio lacerda, quando a água não está acabando com o povo é a falta dela que estraga tudo, esse não vai querer governar mais nada, eita homem dos diabos
 
claudia
claudia - 28 de Janeiro às 12:23
é interessante essa falta de água, o nordeste viveu e vive sem essa preciosidade e ninguém nunca tomou qualquer providência, mas agora está faltando no sudeste, agora ferrou tudo, por isso vamos incentivar o corte das árvores e os desmatamentos.... isso não é político, o estrago é o HOMEM.
 
Marcos
Marcos - 28 de Janeiro às 11:31
Cadê a campanha do governo para a agroindústria e empresas reduzirem o consumo? Como sempre a população que paga o pato.
 
Marco
Marco - 28 de Janeiro às 09:37
Pois é senhor Márcio Lacerda...não é só pobre que precisa de água...rico também e agora, todos irão sentir porque algo não foi feito pensando no futuro...rico acha que nada lhe acontece. Rico acha que tudo pode. Quero ver piscinas em casa, banhos como se fossem terapias, torneiras abertas lavando o supérfluo...pois é técnicos da COPASA...PORQUE NÃO INVESTIRAM EM PROJETOS QUE NÃO PRECISASSE CHEGARMOS NESTE PONTO...
 
cesar
cesar - 28 de Janeiro às 09:27
Tem muita gente levando esse assunto da falta de água para o lado político partidário,mas isso é uma verdadeira perda de tempo,o cidadão não quer saber qual partido esta no governo ,ele precisa e receber a água em seu lar,qualquer pessoa em sã consciência, vê e sabe, que essa ''crise hídrica'', na verdade é uma crise estrutural ou seja os governos não investiram na captação de água como deveriam,há anos tem se alardeado que isso ia ocorrer, e os governantes nada fizeram,agora querem sacrificar ainda mais a população,nos ameaçando com sobretaxas ! É o cúmulo ver MG nessa situação !
 
cesar
cesar - 28 de Janeiro às 09:27
Tem muita gente levando esse assunto da falta de água para o lado político partidário,mas isso é uma verdadeira perda de tempo,o cidadão não quer saber qual partido esta no governo ,ele precisa e receber a água em seu lar,qualquer pessoa em sã consciência, vê e sabe, que essa ''crise hídrica'', na verdade é uma crise estrutural ou seja os governos não investiram na captação de água como deveriam,há anos tem se alardeado que isso ia ocorrer, e os governantes nada fizeram,agora querem sacrificar ainda mais a população,nos ameaçando com sobretaxas ! É o cúmulo ver MG nessa situação !