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Estado de Minas

BHTrans promete mais segurança aos passageiros do BRT/Move

Com o uso do sistema de radiofrequência, portas do Move irão funcionar de maneira correta, diz BHTrans. Vigilância armada vai atuar no combate aos atos de vandalismo


postado em 22/12/2014 06:00 / atualizado em 22/12/2014 07:38

BHTrans prevê que o novo sistema de acionamento das portas irá impedir que elas permaneçam abertas. Com isso, riscos de acidentes no embarque e desembarque vão diminuir(foto: Beto Magalhães/EM/DA Press)
BHTrans prevê que o novo sistema de acionamento das portas irá impedir que elas permaneçam abertas. Com isso, riscos de acidentes no embarque e desembarque vão diminuir (foto: Beto Magalhães/EM/DA Press)


A troca do sistema de abertura e fechamento das portas das estações de transferência de passageiros do Move de BH e a contratação de uma empresa de segurança armada são as principais apostas da BHTrans para manter o bom desempenho do BRT/Move e evitar o vandalismo. A atual configuração de portas, que conta com um sensor de aproximação, será substituída gradativamente por um esquema de radiofrequência. Por meio de um emissor na porta do coletivo e um receptor na estação, o próprio motorista será responsável por dar os comandos de abertura e fechamento. “O resultado esperado é um sistema de abertura de portas com mais precisão e segurança”, diz o texto enviado pela assessoria de imprensa da BHTrans.


Além disso, a empresa explica que a maioria das portas tem ficado aberta por conta dos atos de vândalos, que acionam botões de emergência de forma equivocada e também forçam a entrada, estragando os equipamentos. Todas as estações de transferência, assim como as de integração, têm faixas demarcadoras de segurança para orientar os passageiros, assim como em todas as estações do metrô do mundo, de acordo com a BHTrans. Em casos de ultrapassagem dessas faixas, os agentes de estação estão orientados a avisar as pessoas sobre os riscos que elas estão correndo. Também são divulgadas mensagens de alerta por áudio e vídeo nos sistemas eletrônicos dos terminais. Desde que o BRT foi inaugurado não foram registrados acidentes envolvendo as portas das estações, segundo a empresa.

Outro problema frequente, resultado do atual sistema de acionamento das portas das estações do BRT/Move, é a abertura das entradas e saídas no momento errado. É comum os ônibus passarem em um terminal e as portas abrirem mesmo sem o coletivo parar. “Se vem outro coletivo logo depois disso, às vezes a porta não funciona e demora a abrir de novo. Já vi casos em que isso aconteceu e o motorista arrancou sem dar tempo de o sistema funcionar e os passageiros entrarem”, conta a manicure Helen de Almeida, de 26 anos, que esperava para embarcar no Move na Estação Santa Rosa da Avenida Antônio Carlos.

SEGURANÇA ARMADA A BHTrans espera ainda que as depredações no Move diminuam com a contratação de uma empresa de segurança armada para atuar no período noturno, fazendo ronda nas estações, com base em uma licitação que já está em andamento. É uma alternativa para combater não só os atos que danificam as portas, mas outros transtornos que também se espalham pelos terminais, como pichações, vidros quebrados e outras avarias. Se todo o processo correr conforme o previsto, o serviço deve começar a operar em meados de fevereiro, de acordo com a empresa que gerencia o trânsito na cidade.

 “Pichação, roubo e depredações são casos de segurança pública. Quando há ocorrência, a BHTrans aciona a Polícia Militar, que tem atendido às solicitações”, diz o texto encaminhado pela empresa. Além disso, o não pagamento da tarifa em transporte público é crime previsto no Código Penal, com pena que varia de 15 dias a dois meses de detenção ou multa, exceto nos casos de gratuidade previstos em lei, conforme a BHTrans.

Um alvo constante da ação dos bandidos são os monitores colocados nas estações para informar o tempo de espera para cada linha. Vários estão quebrados, com marcas de pedradas. De acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de Belo Horizonte (Setra/BH), os monitores são atacados por vândalos logo que são trocados. O Setra afirma que tem substituído a quantidade mínima para não deixar uma estação totalmente sem o sistema de informação, mas só vai concluir a troca de todos quando estiver funcionando a segurança armada nas estações.


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