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Itaúna registra morte de paciente com malária

Homem teria adquirido a doença durante viagem para a África

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postado em 01/08/2014 11:50 / atualizado em 01/08/2014 14:38

Clarissa Damas

Morreu nesta sexta-feira em Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais, um paciente vítima de malária. A pessoa, que não foi identificada pela Secretaria de Saúde do município, estava internada no Centro de Terapia Intensiva do Hospital Manoel Gonçalves.

De acordo com o órgão, a malária foi adquirida pelo homem em uma viagem para fora do Brasil, há cerca de 15 dias. O paciente contraiu a doença durante um trabalho realizado na África.

Conforme informado pelo setor de Epidemiologia de Itaúna, o paciente deu entada no pronto-socorro da unidade de saúde na quarta-feira, dia 30, com febre e calafrios. Ele passou por dois exames e foi constatada a infecção por malária, dos tipos falciparum e vivax.

Os médicos do hospital começaram o tratamento do paciente, mas na quinta-feira houve piora do quadro clínico e foi necessária a internação no CTI. Nesta sexta, após complicações, o paciente não resistiu e morreu.

Novo tratamento
O grupo farmacêutico suíço Novartis anunciou, na quinta-feira, resultados promissores para um novo tratamento contra a malária, atualmente em fase de testes, chamado KAE609. O Novartis publicou no New England Journal of Medicine resultados que mostram que o KAE609 "faz desaparecer rapidamente o parasita nos pacientes com malária 'Plasmodium falciparum' (P. falciparum) e 'Plasmodium vivax' (P. vivax) sem complicações".

O Novartis está desenvolvendo dois novos tratamentos contra a malária, uma doença que mata anualmente mais de 600 mil pessoas, a maioria crianças africanas. Estes tratamentos, chamados KAE609 e KAF156, tratam a malária de uma forma diferente dos tratamentos atuais.

"O Novartis se comprometeu em longo prazo com a luta contra a malária. Estamos decididos a continuar a busca e o desenvolvimento de novos medicamentos com vistas a eliminar essa doença algum dia", declarou o diretor-geral do laboratório, Joseph Jimenez. Thierry Diagana, encarregado do Instituto Novartis para doenças tropicais, considerou que "o KAE609 é um medicamento que realmente pode mudar a situação na luta contra a malária".

O Novartis deu ao KAE609 o estatuto de projeto prioritário, devido a seu potencial único de administração sob a forma de associação medicamentosa de dose única, acrescentou.

Com AFP
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Paulo
Paulo - 01 de Agosto às 23:54
Que bom saber que este laboratório suíço esteja pesquisando novos medicamentos contra esta doença parasitária que mata milhares de pessoas no países de 3° mundo. Países estes, pobres par financiar pesquisas de ponta para combater este terrível mal.