Policiais federais fazem protesto no Aeroporto de Confins

Grupo protesta contra o congelamentos dos salários e pede o reconhecimento legal de suas atribuições. Aproximadamente 40 pessoas estão reunidas no terminal

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postado em 11/02/2014 14:33 / atualizado em 11/02/2014 16:01

João Henrique do Vale

Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais / Divulgação

O protesto de policiais federais de Belo Horizonte continua na tarde desta terça-feira. Um grupo de 40 agentes, escrivães e papiloscopistas está reunido no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Grande BH, onde realiza panfletagem. Durante o manifesto, um boneco foi colocado em uma maca com as roupas da PF. Segundo o Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (Sinpef-MG), o ato, que acontece no Dia Internacional do Enfermo, simboliza que a  corporação "está doente". Dentre as reclamações, os manifestantes reclamam que estão com os salários congelados há sete anos.

Na manhã desta terça-feira o protesto começou na porta Superintendência Regional da Polícia Federal, no Bairro Gutierrez, na Região Oeste de Belo Horizonte. Às 14h, o grupo se deslocou para o aeroporto, onde pretende ficar durante a tarde. “Estamos explicando para a população o que aconteceu com a Polícia Federal. Vamos falando no megafone os problemas e muita gente está se interessando e vindo até nós”, explica o presidente do Sindicato dos Policiais Federais no Estado de Minas Gerais (SINPEF-MG), Rodrigo Porto.

Conforme o sindicato, o trabalho da corporação no terminal segue normalmente. Porém, os serviços de passaportes está prejudicado. “As pessoas que estão previamente agendadas não precisam se preocupar que serão atendidas. Podemos ter problemas com pessoas que vão sem agendar”, afirma.

Os policiais federais denunciam que estão com os salários congelados há sete anos e ainda não conseguiram o reconhecimento legal de suas atribuições. As próximas paralisações estão marcadas para os dias 25 e 26 de fevereiro. Em dezembro, eles já haviam protestado contra o congelamento da carreira, alegando que estão sendo alvo de boicotes por causa de operações anticorrupção que, segundo o sindicato, abalaram o cenário político do país. Os policiais não descartam entrar em greve durante a Copa do Mundo de 2014, caso o governo federal não atenda às reivindicações.
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