Preso casal de estelionatários que aplicava golpes em banco com documentos falsos

Os dois agiam há cerca de quatro anos e usavam o dinheiro adquirido em empréstimos bancários para compra itens de luxo. O homem assumiu os crimes quando foi flagrado abrindo conta no Banco do Brasil da Avenida João Pinheiro

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Um casal foi preso na noite de segunda-feira suspeito de estelionato porque aplicava golpes em bancos de Belo Horizonte, abrindo contas com documentos falsificados. Os dois agiam há cerca de quatro anos e usavam o dinheiro adquirido em empréstimos para compra itens de luxo. De acordo com a Polícia Militar (PM), eles contavam com a ajuda de um advogado e um contabilista que intermediavam a fraude em documentações.

Segundo informações do boletim de ocorrência da PM, Bruno de Oliveira Trindade, 30 anos, tentou abrir uma conta, ontem, no Banco do Brasil na Avenida João Pinheiro, Região Centro-Sul de BH. Os policiais do 1º Batalhão receberam a denúncia sobre a suspeita de que ele tentou fazer a operação com documentos falsos. O serviço de inteligência da PM encontrou em ação e descobriu que o nome usado pelo cliente na agência – EdBruno Oliveira Simões – não existia no cadastro nacional de pessoa física.

Os policiais foram até a agência e abordaram Bruno minutos depois que ele havia assinado a abertura de uma conta corrente e uma poupança, usando a identidade falsa. Além de uma carteira de habilitação fraudada, ele usou uma Declaração Comprobatória de Percepção de Rendimentos (Decore) adulterada. Essa declaração é exigida para obtenção de crédito, financiamento e abertura de conta bancária para profissionais autônomos. Os policiais consultaram o Conselho Regional de Contabilidade e descobriram que o Decore foi elaborado por um contabilista da capital, que foi qualificado na ocorrência policial como suspeito e pode ser investigado posteriormente.

Segundo a polícia, Bruno confessou os golpes e disse que não portava outros documentos falsificados. O carro dele, um Chevrolet Cruze, estava estacionado perto da agência e, dentro do veículo, os policiais encontraram outros documentos fraudados. O suspeito disse aos militares “não vou rodar sozinho” e mostrou conversas pelo celular com outros envolvidos na quadrilha. Havia conversas dele com um advogado da capital responsável por fazer contatos com os contabilistas que emitiriam o Decore falso. Esse advogado também será investigado posteriormente.

Mais crimes

De acordo com a PM, Bruno já tem ficha criminal porque comprou piscinas com cheques falsos. Os militares tiveram acesso ao sistema do Banco do Brasil e descobriram que a namorada do estelionatário, Raquel Vilaça da Silva, também tinha uma conta aberta por meio de um CNPJ falso. Usando o nome de Raquel Braga ela registrou uma empresa e usava os dados dessa pessoa jurídica para financiar veículos, fazer compras e abrir outras contas bancárias. A PM foi em busca de Raquel que também acabou presa junto com o companheiro na Central de Flagrantes de BH.
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