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Mineiros mortos em acidente de avião em Goiás são velados no Sul de Minas Pai e filho e as esposas, além do piloto, estavam indo para uma fazenda em Tocantins. Avião caiu em uma mata perto do aeroporto de Caldas

Iracema Amaral

João Henrique do Vale

Publicação: 21/09/2013 10:51 Atualização: 21/09/2013 12:25

Local do acidente do avião bimotor em Caldas, Goiás, que matou 4 mineiros (Corpo de BombeirosDivulgação)
Local do acidente do avião bimotor em Caldas, Goiás, que matou 4 mineiros

Os corpos dos quatro mineiros vítimas de acidente em um avião bimotor, modelo Sêneca III, ocorrido na manhã dessa sexta-feira (20), em Caldas, no interior de Goiás, chegaram na manhã deste sábado em Jacutinga, no Sul de Minas, onde estão sendo velados no velório municipal. O enterro está marcado para as 17 horas de hoje no cemitério da cidade.

De acordo com bombeiros que atenderam a ocorrência, tudo indica que o avião caiu em função de uma pane seca. A hipótese tem a ver com a forma como o avião caiu no chão, sem explosão e nem derramamentto de combustível após a colisão.

Uma equipe do Centro de Investigação e Prevenção de Acidente Aeronáuticos (Cenipa) está, na manhã deste sábado, no local do acidente. Trata-se de uma área de mata fechada e de difícil acesso, de acordo com o tenente-coronel Mauro Gonçalves de Queiroz, comandante do 9º Batalhão dos Bombeiros, e que coordenou a equipe que esteve no local do acidente, que aconteceu por volta das 10h40 dessa sexta-feira.

Segundo o tenente-coronel, a equipe da Cenipa encontra dificuldades para recolher os dois motores do avião, que pesam cada um entre 300 e 400 quilos. “”Não chega carro lá, por causa do terreno inclinado”, explicou. Segundo ele, os dois motores vão ser recolhidos para perícia, em Brasília, sede da Cenipa, para revelar a causa do acidente. “Mas tudo indica que tenha sido mesmo a pane seca (falta de combustível) pela forma como o avião caiu no chão, sem explosão e derramamento de combustível”, disse o bombeiro.

Vítimas

Dois casais de uma mesma família e um piloto estavam indo para Gurupi, Tocantins, para visitar uma fazenda recém-comprada por uma das vítimas, João Batista Consenstini, 53 anos, que estava acompanhado da esposa, Maria Márcia da Silva Consentini, 51, a madrasta dele, Izolina Tumioto de Lima, 63 anos, e do pai João Consentini, de 81 anos. O piloto da aeronave, Zilmar Alves Paixão, 40 anos, funcionário de João era morador de Goiás, para onde o corpo foi levado para ser enterrado.

Fazendeiros

João e o pai eram donos de fazendas no Sul de Minas, onde criavam gado. Eles estavam indo para Tocantins para visitar a fazenda recém-adquirida. O avião que os levaria para a propriedade saiu de Rio Verde, em Goiás, na noite de quinta-feira (19) aterrissando no mesmo dia em Ouro Fino, no Sul de Minas. Na manhã seguinte fez o retorno para a cidade de origem, onde iria abastecer no aeroporto de Caldas Novas, local do acidente, para em seguida seguir viagem para Gurupi.

De acordo com testemunhas, quando a aeronave se aproximava do aeroporto, houve a queda. “Testemunhas informaram que ele veio perdendo altitude e caiu de bico. O trem de pouso já estava em posição e o acidente aconteceu a 800 metros da pista de pouso em uma mata”, explicou o tenente-coronel Mauro Gonçalves de Queiroz.  Na queda, todos os cinco ocupantes do avião morreram na hora.
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