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Casa Kubitschek é inaugurada como museu na Pampulha e já está aberta ao público Imóvel na Pampulha que foi residência de JK e depois de casal de amigos do presidente agora é espaço cultural. Projetada por Niemeyer, edificação teve mobília restaurada

Estado de Minas

Publicação: 11/09/2013 08:09 Atualização: 11/09/2013 08:16

 (Divulgação/Fundação Municipal de Cultura)

Belo Horizonte ganhou mais um espaço cultural. A Prefeitura reinaugurou na noite de terça-feira a Casa Kubitschek (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 4.188, Pampulha), espaço que será administrado pela Fundação Municipal de Cultura. O espaço integra o projeto Pampulha: Patrimônio da Humanidade. Duas exposições marcam a abertura do novo espaço museológico, que será aberto hoje para o público, “Casa Kubitschek: Uma Invenção Modernista do Morar” e “Pampulha: Território da Modernidade”.

O espaço, às margens da Lagoa da Pampulha, será dedicado a contar a história de uma casa modernista por meio de espacializações, objetos e estímulos sensoriais. A ideia é ampliar a experiência do visitante em relação aos modos de habitar dos anos 1940, 1950 e 1960, período singular para consolidação do pensamento modernista em Minas Gerais e suas manifestações na arquitetura, no urbanismo, no paisagismo e nas artes. Personagens importantes do período também ganharão destaque no local. A Casa de Kubitschek tem entrada gratuita e ficará aberta de terça a sábado, da 10h às 17h.

 (Divulgação/Fundação Municipal de Cultura)
A casa apresenta as várias características que tornam a Pampulha singular para o Brasil. A começar pelos jardins do paisagista Roberto Burle Marx (1909-1994), que acabam de passar por um processo de restauração. Os jardins ficam na frente e nos fundos da casa projetada em 1943 por Oscar Niemeyer (1907-2012) para ser a residência de fim de semana para o então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek (1902-1976). Com telhado em forma de asa de borboleta e planos inclinados, a Casa Kubitschek configura tipologia característica da arquitetura brasileira do modernismo. Desapropriada pela Prefeitura de Belo Horizonte há alguns anos, após amplo processo de restauração e reconceituação, retorna ao público. A edificação é tombada pelos patrimônios municipal, estadual e federal.

Exposições


As mostras que inauguram o espaço pretendem levar o visitante a experimentar o movimento cultural que deixou marcas profundas no modo de ser local, o modernismo. Como bem definiu o urbanista e arquiteto Lúcio Costa (1902-1998), um dos precursores daquele movimento, “ser moderno é ser prospectivo e atual”. É esta experiência que o lugar oferecerá por meio de espaços arquitetônicos e afetivos, racionalizados e vividos, que se desdobram e se somam no caminho percorrido que vai da orla da Lagoa da Pampulha, passando pelo singular jardim frontal e seguindo pelos espaços sociais e íntimos desta “casa museu”.

 (Divulgação/Fundação Municipal de Cultura)
A mostra “Casa Kubitschek: uma invenção modernista do morar”, com curadoria de Denise Bahia e Mariana Brandão, apresenta em sua narrativa dois eixos principais que se interpenetram: um referente à história e outro que remete à memória. A proposta é de uma “casa museu”, com um percurso que parte da referência histórica do ambiente político e cultural em que surge o modernismo e no qual a Casa Kubitschek foi criada. História e memória seguem referenciadas em todo o percurso expositivo entre móveis, fotografias, vídeos e instalações alusivas à época. A referência à memória de habitantes como Juscelino Kubitschek e, mais recentemente, os amigos Juracy e Joubert Guerra, também integram a proposta curatorial, assim como referências aos artistas que deixaram marcas naquela arquitetura, como Volpi e Paulo Werneck.

A outra exposição, “Pampulha: Território da Modernidade”, com curadoria de Luana Maia, instalada no andar térreo, traz um viés mais histórico. Inicialmente, contextualiza as várias “Pampulhas” no tempo e no espaço. Em seguida, recupera a “Era Kubitschek” em BH e, ainda, o momento de inauguração do complexo arquitetônico, em 16 de maio de 1943, materializando os anseios desenvolvimentistas e modernizadores de JK. A mostra se completa com reminiscências do Arraial de Santo Antônio da Pampulha Velha, surgido em fins do século 19, às margens da atual avenida Antônio Carlos, próxima ao aeroporto. Após a construção da capital, imigrantes que não possuíam condições para se estabelecer na zona urbana lá se fixaram como moradores. Coube ao casal de portugueses Manoel e Ana Moraes dos Reis, em 1904, fundar a Fazenda Pampulha.

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Esta matéria tem: (3) comentários

Autor: Carlos Santos
Muito importante preservar a memória de um país. Principalmente a do maior presidente que já tivemos. | Denuncie |

Autor: augusto alves
será que esta casa foi a comissão após a construção de Brasília ? | Denuncie |

Autor: alvaro mello
o primeiro mes, vai ter vizitantes, depois vai ficar só na despesa | Denuncie |

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