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Estado de Minas acompanha a trajetória de usuários de crack por seis meses

Reportagem mostra como a droga é capaz de mudar a rotina deles e transformar em um inferno a vida dos familiares

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postado em 12/08/2013 06:00 / atualizado em 24/08/2015 07:50

Guilherme Paranaiba , Sandra Kiefer /

SANDRA KIEFER/EM/D.A PRESS - TÚLIO SANTOS/EM/D.A PRESS -BETO MAGALHÃES/EM/D.A PRESS - CRISTINA HORTA/EM/D.A PRESS - GLADYSTON RODRIGUES/EM/D.A PRESS - MARCOS MICHELIN/EM/D.A PRESS - GLADYSTON RODRIGUES/EM/D.A PRESS -PAULO FILGUEIRAS/EM/D.A PRESS - BETO MAGALHÃES/EM/D.A PRESS - BETO MAGALHÃES/EM/D.A PRESS


Eles estão por todo lugar. Vagueiam pelas ruas ou se reúnem em grupos, muitos com as roupas sujas, os corpos magros, o olhar perdido. É possível notá-los da janela de casa, de dentro do carro, da mesa do bar. Mas, para muita gente, é como se fossem invisíveis: a aparência transtornada e o comportamento errante fazem de uma aproximação algo improvável. São  usuários de crack, a droga que mais avança no país. A pedra que mais rapidamente provoca danos à saúde. Chegaram a ser chamados de zumbis, pelos hábitos noturnos e pela impressão de que suas histórias já foram apagadas. Não foram.


Por seis meses, o Estado de Minas acompanhou a trajetória de 10 mineiros usuários de crack. São um retrato de como a droga, mistura barata de pasta-base de cocaína e bicarbonato de sódio, ainda atrai muitos brasileiros de renda mais baixa, mas não só eles. Wagner é dono de bancas de jornal. Frederico teve uma empresa de comunicação visual. Depois do primeiro trago, que não tarda mais de 15 segundos em fazer efeito, os dois se viciaram na pedra, como o porteiro Wilquer, o jardineiro Cleiton, a dona de casa Dione de Deus, a garçonete Natália e a diarista Vanessa. Completam o grupo a também diarista Sandra, o segurança Carlos e o pedreiro Marcus, os únicos que em um último contato asseguravam viver momento de paz depois de se submeter a tratamento.

Desta segunda até quarta-feira, o EM mostra os altos e baixos do grupo, conta como o drama deles também vira tormento para as famílias e revela que, apesar do difícil caminho até a recuperação, a maioria ainda sonha com o dia em que vencerá o vício. Na primeira reportagem da série, as histórias de quatro mineiros para quem seis meses foram pouco tempo para sair das trevas.


1,3 milhão

É a estimativa de usuários de crack no Brasil, segundo o Levantamento Nacional de Álcool e Drogas, de 2012. O número é subnotificado: leva em conta apenas quem tem residência fixa.