Jovem é estuprada e torturada por oito em Contagem

Delegada abriu inquérito na tarde de quarta-feira, mas o crime aconteceu em 10 de junho. A jovem foi embebedada em uma festa no Bairro Nova Contagem e atacada por um grupo

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postado em 18/07/2013 08:07

Bárbara Ferreira

Uma adolescente de 15 anos foi estuprada, agredida e torturada por oito jovens em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Com medo de retaliações, a família demorou alguns dias para procurar a polícia. Por isso, segundo a delegada Marina Cardoso Nascimento, da Delegacia de Mulheres da cidade, o inquérito de estupro só teve início na tarde de quarta-feira. O crime aconteceu em 10 de junho, quando a jovem saiu para uma festa junina na companhia de um primo e amigos do Bairro Nova Contagem. Na festa, os garotos teriam embebedado a jovem e a levado para o cemitério da região. No local, a vítima foi estuprada, obrigada a fazer sexo oral, mordida e torturada. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil, que já identificou os suspeitos.

A irmã da vítima contou ainda que a adolescente está muito deprimida e sob forte medicação. “Não sabíamos de nada. Só a víamos chorando dia e noite. Chegou uma hora que ela acabou contando tudo o que tinha acontecido”, conta. Segundo relato, a jovem e os suspeitos foram para a festa junina e tomaram um drink famoso: o bacardi big apple misturado com schweppes. A irmã da vítima disse ainda que a menina contou que os envolvidos cheiraram cocaína.

Bêbada, a vítima teria sido levada para o cemitério. Depois de uma seção de tortura e abusos sexuais, a menina acabou perdendo a consciência. Ela chegou a ser abandonada, mas, percebendo que estava tendo convulsões, os suspeitos retornaram para socorrê-la. Eles a levaram para uma Unidade de Pronto Atendimento do bairro. Sob ameaças, a vítima voltou para casa como se nada tivesse acontecido.

Segundo a família, muito deprimida, a adolescente não suportou e revelou o crime depois de alguns dias. A partir daí, as ameaças se intensificaram e a família procurou a polícia. A delegada Marina Nascimento disse que foi gerado um boletim de ocorrência em 14 de junho com relato de agressão e ameaças, mas, como estava fora da situação de flagrante, os policiais não puderam prender os suspeitos.

Investigação

Na Delegacia de Mulheres, o inquérito começou na tarde de ontem, com o depoimento da vítima e familiares. A delegada espera concluir o inquérito e prender os responsáveis dentro do prazo previsto para as investigações: um mês. Caso seja necessário, a delegada vai solicitar medidas protetivas para a jovem. A irmã da vítima revelou que a família se mudou com medo de retaliações. Ela ainda denuncia que um dos suspeitos está sob regime de liberdade condicional e já cumpriu pena por tráfico de drogas. O caso continuará a ser investigado na Delegacia de Mulheres de Contagem.
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