
Três pessoas suspeitas de cometerem uma série de assaltos em consultórios odontológicos de Belo Horizonte foram presas pela Polícia Civil em cumprimento de um mandado de prisão preventiva. Os criminosos tinham a característica de usar a violência psicológica contra as vítimas que ficavam reféns durante o roubo sob a mira de arma de fogo. O trio, que foi apresentado nesta tarde, atuava, principalmente, na região central da capital mineira.
As investigações começaram depois que uma série assaltos semelhantes aconteceram no Centro de BH e em outras regiões da cidade. A última ocorrência foi em sete de maio. Douglas Ramos Bento, 28 anos, Elizabeth Fernandes Magalhães, 35, e Luiz André Alves Domingos, 20, renderam aproximadamente 20 pessoas em uma clínica na Rua Caetés. Os criminosos chegaram a falar com as vítimas que cortariam os dedos e os braços de quem se recusasse a entregar anéis e relógios.
No dia deste crime, Elizabeth cometeu um erro que levou à identificação de todo o grupo. A mulher esqueceu a carteira de identidade no local antes de fugirem pelo telhado do prédio. Com o documento, os policias conseguiram chegar até o endereço dela, em Ibirité, na Grande BH.
Durante o monitoramento de Elizabeth, os policiais conseguiram identificar os outros dois suspeitos, que eram vizinhos da criminosa e que já haviam sido flagrados pelas câmeras de segurança do estabelecimento assaltado. Na última quinta-feira, os três foram presos. Na casa deles, foram encontrados diversos materiais roubados, como alianças, relógios e computadores.
Nas investigações, a Polícia Civil descobriu que os mesmos homens assaltaram uma clínica em 9 de abril na Rua Curitiba. Uma mulher, que não era Elizabeth, participou da ação. Ela ainda não foi identificada. Na ocasião, os criminosos amarram sete pessoas e fugiram levando pertences pessoais.
Grupo desorganizado
De acordo com o delegado Marcello de Andrade Paladino, responsável pelas investigações, o grupo agia de forma desordenada, o que levaria mais riscos de “acidentes” durante os assaltos. “Não se trata de um bando organizado já que não há uma forma correta de agir. Eles agem com muita violência e de forma desorganizada, o que aumenta o risco de acidente. O Douglas , por exemplo, que estava armado, ficava sempre com o dedo no gatilho e poderia chegar no limite de atirar”, explica.
A polícia ainda tenta identificar a participação do grupo em outros assaltos. “Vamos centralizar as ocorrências na área central que são semelhantes para ver se o grupo agiu em outros casos também”, conta o delegado.
Os três presos já têm passagens pela polícia. Elizabeth já foi presa por furto e receptação. Douglas por ameaça e agressão contra a própria mãe e Luiz por furto.
