Polícia prende suspeito de estelionato e falsidade ideológica em Belo Horizonte

Segundo a polícia, homem que diz ser farmacêutico alugava imóveis com documentos falsos para conseguir comprovantes de endereço e comprar veículos

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postado em 21/03/2013 11:37 / atualizado em 21/03/2013 15:16

Cristiane Silva , Andréa Silva / Aqui

Jair Amaral/EM/D.A.PRess
Foi preso em Belo Horizonte um homem de 37 anos suspeito de estelionato e falsidade ideológica. Segundo a Polícia Civil, Claudionor Mendes dos Santos, conhecido como Sapão, aplicava golpes em concessionárias da capital usando documentação falsa. Ele foi apresentado pela polícia nesta quinta-feira.

Claudionor estaria aplicando os golpes desde 2006. De acordo com as investigações, ele falsificava um comprovante de renda como funcionário do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no valor de R$ 5,5 mil. Em seguida, ele alugava apartamentos e salas comerciais para ter um comprovante de endereço. Com os dois documentos, ele adquiria carros e motos nas concessionárias da capital. O suspeito, que disse ser farmacêutico, ficava cerca de três meses nos imóveis alugados e os deixava quando recebia as cartas de despejo.

Como os carnês das compras de veículos chegavam a outros destinatários, a Delegacia de Furtos e Roubos da capital começou a receber uma série de denúncias das vítimas do caso. A polícia começou a investigar e chegou a Claudionor. No último dia 19, ele foi localizado em um estacionamento no Centro de BH com uma motocicleta Kawasaki. Na abordagem, os policiais encontraram com ele vários contratos imobiliários. A maioria dos endereços escolhidos pelo suspeito ficavam nos bairros Buritis e Estoril, na Região Oeste da capital. Na ocasião, ele também recebeu um telefonema de uma concessionária informando que o crédito dele estava aprovado e que já podia buscar o veículo, pagando uma entrada de cerca de R$ 4 mil.

Com a prisão de Claudionor, a polícia conseguiu levantar pelo menos outros cinco contratos de aluguéis em imobiliárias. Ainda de acordo a Polícia Civil, nos documentos falsos, o suspeito costumava usar o nome Cláudio acompanhado de sobrenomes diferentes. Sempre bem apresentável, ele não levantava suspeitas nos estabelecimentos.
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