Criminosos ameaçam queimar mais ônibus na capital

Em três dias, dois coletivos foram incendiados na Região do Barreiro

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postado em 19/12/2012 06:00 / atualizado em 19/12/2012 07:05

Pedro Ferreira

Reprodução / TV Alterosa


A Polícia Civil investiga o envolvimento de traficantes de drogas no incêndio de dois ônibus no Bairro das Indústrias, na Região do Barreiro, em Belo Horizonte. Os crimes seriam uma represália à morte do chefe da quadrilha que atua na região, Vanílcio de Lima Nascimento, conhecido por Zeca, de 22 anos, e de um menor, de 15. Os dois foram baleados numa troca de tiros com a Polícia Militar na última sexta-feira, em Sarzedo, região metropolitana, depois que tentaram sequestrar um gerente bancário, a mulher e o filho de 1 ano e seis meses.

Também nessa sexta-feira, um coletivo da linha 1320 (BH Shopping/Cidade Industrial) foi invadido por três homens armados, no km 7 do Anel Rodoviário, no Bairro das Indústrias. O motorista, cobrador e passageiros foram obrigados a descer e o veículo foi queimado. Na noite de segunda-feira, um coletivo da linha 1145 (Bairro das Indústrias) também foi invadido por três homens armados e incendiado, a cerca de 50 metros de distância do local do primeiro ataque, na Rua Desembargador Reis Alves, marginal do Anel.

Testemunhas ouvidas pela polícia disseram que os crimes têm ligação com a morte do gerente do tráfico de drogas. Na troca de tiros com a PM em Sarzedo, outros dois suspeitos ligados à quadrilha de Zeca conseguiram escapar por uma rede de esgoto. À noite, eles procuram a família do menor, ainda sujos, e prometeram vingar as mortes queimando ônibus. O ataque de segunda-feira foi por volta das 20h30.

O motorista do ônibus, de 38 anos, contou que tinha acabado de sair do ponto final, no Bairro das Indústrias, indo para o Centro de capital. “Três indivíduos deram sinal e parei o ônibus. Dois passaram pela roleta e o terceiro ficou na parte da frente. Deu R$ 20 ao cobrador para pagar as passagens dos três e ainda recebeu o troco. Depois, de arma em punho, pediram que eu abrisse as portas e falaram que iriam pôr fogo no ônibus, mas não disseram o motivo.