Novo viaduto no Bulevar Arrudas só fica pronto em maio

Elevado mais alto da capital para travessia de linha férrea na Via Expressa, no Bairro Carlos Prates, sofre atraso, mas vai reduzir em quatro minutos o trajeto para o Centro

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postado em 28/11/2012 06:00 / atualizado em 28/11/2012 10:47

Paula Sarapu

Rodrigo Clemente/EM/D.A Press
 

As obras do viaduto mais alto de Belo Horizonte, no Bulevar Arrudas, sofreram atraso de dois meses e somente em maio as seis pistas que deverão dar fluidez ao trânsito da Avenida Tereza Cristina, no Bairro Carlos Prates, Região Noroeste, serão entregues aos motoristas. O viaduto tem 440 metros de extensão e 14 de altura até a pista. No total, são 29 metros até o ponto mais alto do arco, o equivalente a um prédio de nove andares. Com as intervenções, a BHTrans prevê redução de quatro minutos e 30 segundos no tempo gasto no trajeto da Via Expressa entre o Bairro Coração Eucarístico e a Avenida do Contorno, sentido Centro, em horário de pico pela manhã.


Segundo o diretor de Infraestrutura da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (Sudecap), Cláudio Neto, o atraso na construção ocorreu por problemas na concepção do projeto no período de fundação. A obra faz parte da implantação do Bulevar Arrudas V, trecho entre a Avenida Barbacena e a Rua Aquidaban, no Padre Eustáquio, cujo prazo de conclusão será mantido para março.

“O aditivo foi só para o viaduto mesmo, em função de alguns problemas considerados normais na concepção do projeto. Encontramos interferências na fundação no solo, como adutores da Copasa e serviços subterrâneos de outras concessionárias”, explicou Cláudio Neto. Segundo ele, a construção está na fase final, com 70% do viaduto concluído. “Já fizemos as fundações e os apoios estão prontos. Estamos na mesoestrutura, que é a instalação da laje, a pista propriamente dita.”

A meta 2 do Bulevar Arrudas é fazer até março a recuperação estrutural da laje de fundo e paredes do Ribeirão Arrudas, além do recobrimento do canal para ampliação das faixas de rolamento. Orçada em R$ 145,3 milhões, a obra já recebeu R$ 124,6 milhões. Fora o viaduto sobre as linhas da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) e da Ferrovia Centro-Atlântica (FCA), o projeto inclui a instalação de ciclovias e reurbanização da área, com paisagismo e melhoria da sinalização e iluminação.

“As pistas estão praticamente concluídas e já fechamos o canal para a ampliação das faixas. Cerca de 85% do Bulevar Arrudas V já está pronto. Sobre o viaduto, faltam apenas 30%. Os arcos serão moldados e montados no final, à noite, porque precisamos interromper o trânsito por questões de segurança”, disse o diretor da Sudecap, lembrando que a construção terá três faixas por sentido, começando pouco antes da Rua Paraguaçu, no Bairro Prado, até o cruzamento da Rua Prados, sentido Padre Eustáquio. “A Via Expressa, à tarde, é uma coisa horrorosa, e essa obra vai dar fluidez à região, aliviando inclusive a Amazonas.”

O fim de um gargalo

O diretor de Planejamento da BHTrans, Célio de Freitas, informou que a saturação de tráfego na Avenida Tereza Cristina foi constatada há quatro anos, quando se pensava em construir uma rodoviária no Calafate. Ele conta que o trecho do viaduto é o de maior estrangulamento no trajeto. Atualmente, cerca de 80 mil veículos trafegam pela Tereza Cristina diariamente. E estudos apontaram que não havia outra forma de resolver o problema dos congestionamentos senão construindo o viaduto.

Segundo a pesquisa sobre o tempo gasto, entre a rotatória do Coração Eucarístico até a Avenida do Contorno, o motorista gasta 15 minutos e 30 segundos sem as obras. Esse tempo será reduzido em 29%, caindo para 11 minutos, com a conclusão do projeto. Do Anel Rodoviário até a Contorno, pela Via Expressa, no horário de pico da manhã, a expectativa é de que haja redução de três minutos e meio, passando dos 22 minutos gastos sem as obras para 18 minutos e 30 segundos com o viaduto.

“Os moradores do Prado, do Coração Eucarístico e do Calafate reclamavam de pontos de retenção e fizemos um estudo para a via. Com o PAC Copa do Mundo, selecionamos o BRT, que aliviará o Centro. Mas no ponto do viaduto não havia como alargar a via nem afundar. A construção vai dissipar toda aquela retenção, melhorando o desempenho do motorista.”
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