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Preso mais um suspeito de chacina em bar no Bairro São Geraldo De acordo com a Polícia Civil, os assassinatos estão ligados a disputa pelo tráfico de drogas na Região Leste, que já ocasionou pelo menos outras quatro mortes desde 2011

João Henrique do Vale -

Thiago Lemos

Publicação: 05/09/2012 17:40 Atualização: 05/09/2012 19:57

Os suspeitos usaram uma metrlhadora 9 milímetros para cometer o assassinato (Tulio Santos/EM/D.A.Press)
Os suspeitos usaram uma metrlhadora 9 milímetros para cometer o assassinato
 

A polícia prendeu mais um suspeito de assassinar a tiros três pessoas dentro de um restaurante no Bairro São Geraldo, Região Leste de Belo Horizonte. Jean Paulo Santos da Sé, de 19 anos, foi encontrado em uma casa em Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Um outro homem ainda é procurado. De acordo com as investigações, comandadas pelo delegado Emerson de Morais, da Delegacia de Homicídios Leste, o homicídio faz parte de uma série de vinganças motivada pela disputa do tráfico de drogas. Desde 2011, quatro pessoas foram mortas na região.

Os assassinatos começaram em fevereiro do ano passado, no Bairro Pompéia, na Região Leste da capital. Rudimar Aparecido Santos de Oliveira, de 27 anos, foi morto a tiros por Waldir Beiral de Oliveira, que é irmão de Luciano Beiral de Oliveira, preso na última sexta-feira por participação na chacina no Bar Viola Encantada.

Quatro meses após o crime, Vítor Leonardo dos Santos Souza, de 28, uma das pessoas mortas no Bairro São Geraldo e principal alvo dos bandidos, assassinou Waldir. Souza teve ajuda de Alanderson Camilo Gomes, de 20.  A série de assassinatos não parou por aí. No mesmo ano, Luciano Beiral, que é irmão de Waldir, matou Alanderson. Segundo a Polícia Civil, o crime foi cometido em 13 de setembro, mesma data do aniversário da mãe de Beiral.

Com a morte de mais um amigo e membro de sua gangue, Vitor comete outro atentado contra os rivais. Desta vez, tenta assassinar Walace Nascimento Beiral, primo de Luciano. O homem foi baleado e ficou paraplégico.

Diante desta tentativa de homicídio contra mais um membro da família, Luciano armou um plano para assassinar Vítor. No dia anterior a chacina no Bairro São Geraldo, o suspeito conseguiu informações que seu alvo estaria em um pagode no Bar Viola Encantada e arquitetou todo o assassinato.

A chacina aconteceu em um bar onde acontecia um show de pagode (Paulo Filgueiras/EM/D.A.Press)
A chacina aconteceu em um bar onde acontecia um show de pagode


Chacina do São Geraldo

De acordo com a Polícia Civil, Peter Gomes de Moura, de 23, e Rodrigo Luiz Marques Cerqueira, de 22, entraram no pagode com uma pistola .40 e com uma submetralhadora 9 milímetros, de fabricação espanhola. Os dois se identificaram como militares, e depois atiraram em Vítor Leonardo.

Logo depois, Rodrigo apontou a submetralhadora e disparou várias rajadas contra as pessoas que estavam na casa noturna, matando Mara Lúcia da Silva, de 28, e Cezar Augusto dos Santos Brito, de 28. Outras 14 pessoas, que estava no bar no momento dos tiros, ficaram feridas.

Em meio ao pânico, os assassinos saíram correndo e tentaram fugir em uma motocicleta. Na saída, a dupla foi surpreendida por duas guarnições do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate) que faziam a ronda na região. Houve troca de tiros com os policiais e Rodrigo Luiz, que estava na garupa da moto, foi morto pelos militares. Peter conseguiu fugir e ainda é procurado pela polícia.

Jean Paulo e Luciano Beiral ficaram do lado de fora do bar para dar cobertura aos outros dois suspeitos. Beiral foi preso na última sexta-feira durante uma blitz da Polícia Militar no Bairro Cidade Nova, na Região Nordeste de Belo Horizonte. A motocicleta que ele dirigia, uma Falcon nas cores preta e prata, foi reconhecida durante a abordagem por militares, a partir de relatos de testemunhas da chacina.

Já Jean foi preso na última segunda-feira em uma casa em Sabará, na Grande BH, durante o cumprimento de um mandado de prisão.

Esta matéria tem: (5) comentários

Autor: Júlio Gomes
Tem alguma coisa muito estranha acontecendo. Se vcs tivessem visto a prisão do mandante no Cidade Nova, entenderiam que foram feitas por agentes secretos. O negócio foi espetacular. Metralhadoras. Atentados. E a imprensa só passa a versão oficial e não investiga mais nada. Quero saber dos bastidores. | Denuncie |

Autor: César César
Parabéns à ROTAM pela blitz de trânsito que culminou com a prisão do mandante. Com certeza, com base nesta prisão é que chegou-se a este outro estrupício. As operações conjuntas entre ROTAm, PM e Polícia Civil devem ser estimuladas. Com a palavra o governador. | Denuncie |

Autor: Teo Fernandes
Olha só o nível do pessoal !!! Tinha que fazer em BH o mesmo muro de Berlim ou de Israel: bandidagem de um lado, gente honesta de outro | Denuncie |

Autor: Rodrigo Andrade
Nunca antes na história deste país se viu tanta roubalheira, tanta gente sem educação, ruim, desonesta, tanto traficante e tanto drogado nas ruas. Enquanto isso o povo se ilude e com esporte e protesta por clube de futebol. Pobre Brasil... futuro cada vez mais sombrio. | Denuncie |

Autor: ricardo junior
a policivil qdo quer prende mesmo,isto que é policia de investigaçao. | Denuncie |

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