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Estado de Minas

Testemunhas afirmam que houve tumulto em boate antes de atropelamento em Nova Lima

Equipes de segurança confirmaram que houve uma confusão no estabelecimento, mas ainda não é possível afirmar que há ligação com o relato do pintor de 18 anos que dirigia o carro. Primeira vítima de atropelamento também foi ouvida.


postado em 08/08/2012 13:21 / atualizado em 08/08/2012 14:24

Hudson disse à polícia que se envolveu em uma confusão dentro da boate e acelerou o carro na saída após ver um grupo se aproximando para agredi-los(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Hudson disse à polícia que se envolveu em uma confusão dentro da boate e acelerou o carro na saída após ver um grupo se aproximando para agredi-los (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)


As equipes de segurança do Shopping Alta Villa e do Hard Rock Café prestaram depoimento na manhã desta quarta-feira sobre o caso do atropelamento de três pessoas ocorrido no fim de semana em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a delegada Graziella Lucindo, da 1ª Delegacia de Polícia da cidade, responsável pelas investigações, as testemunhas disseram que houve um tumulto na boate, mas ainda não é possível afirmar que ele tenha ligação com o relato do pintor Hudson Eduardo Silva, de 18 anos, que disse ter fugido de uma tentativa de agressão. “Houve um tumulto no interior da boate, mas maiores detalhes ainda estão sendo investigados”, afirma.

O crime aconteceu na madrugada do último domingo próximo à Hard Rock Café, no Bairro Vila da Serra. Hudson e mais dois amigos, Iago Bruno Portilho Siman, de 20, e Lucas Marçal Silva Duarte, de 23, contaram que se envolveram em uma briga dentro da casa de shows após um deles mexer com uma mulher que estava acompanhada por outro homem. Por causa da briga, eles foram expulsos do estabelecimento pelos seguranças.

O trio entrou no Uno Mille e, quando se preparavam para sair, viram um grupo seguindo em direção ao veículo para agredi-los. Assustado, Hudson, que estava ao volante, acelerou o carro e atropelou um rapaz. O auxiliar administrativo Daniel Henrique Brandão, de 25 anos, também foi atingido. O motorista Wellington Ribeiro de Faria, de 60 anos, também foi atropelado por Hudson e morreu antes da chegada do socorro médico. Hudson assumiu ter bebido vodca antes do acidente e foi autuado em flagrante por homicídio doloso, quando há intenção de matar. Ele está no Presídio de Nova Lima e o crime não prevê pagamento de fiança.

Primeira vítima é localizada

A delegada também ouviu nesta quarta a primeira pessoa atingida pelo carro. De acordo com a policial, o jovem se apresentou na delegacia após ler a matéria publicada no em.com na terça-feira informando que a polícia tentava identificar a primeira vítima. Nuno Ferrey Leal de Araújo, de 18 anos, contou que ele e um amigo foram até um carrinho de cachorro-quente no alto da ladeira para lanchar, mas o vendedor já estava fechando. Nesse momento, ele foi atingido pelo veículo. “O dono do carrinho o socorreu, colocou ele no carro com um amigo e desceu direto para o Biocor. Ele sequer viu o desfecho (do atropelamento). Ele falou que tinha conhecimento de que devia se apresentar, já havia procurado o Reds, mas ontem ele viu a necessidade através da matéria. Alguns amigos mostraram a ele também”, explica a policial. Nuno sofreu escoriações nos joelhos e uma fratura nasal, que indicou a necessidade de uma cirurgia, que será feita na quinta-feira.

A polícia ainda vai ouvir outras testemunhas que foram qualificadas no boletim de ocorrência. Daniel Brandão deverá ser chamado para depôr, pois estava hospitalizado quando as investigações começaram. Posteriormente, Iago e Lucas também devem ser ouvidos novamente.

Há possibilidades também de a placa do carro ser clonada. Hudson já tem passagem policial por receptação.(foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)
Há possibilidades também de a placa do carro ser clonada. Hudson já tem passagem policial por receptação. (foto: Jair Amaral/EM/D.A Press)


PC investiga se carro é adulterado

A polícia também investiga a procedência do carro envolvido nos atropelamentos. O Uno Mille, do qual Hudson disse ser dono, está em nome da Porto Seguro Companhia de Seguros Gerais, com placa de São Paulo. O carro não consta como roubado ou furtado e a polícia terá que descobrir sua real procedência, já que a empresa informou que o carro não pertence à sua frota. Segundo a empresa, trata-se de um veículo de sinistro (acidente ou roubo), vendido pela seguradora em 2011. Há possibilidades também de a placa ser clonada. “Estamos aguardando exames periciais afim de verificar se há sinais de adulteração, devemos ter isso nos próximos dias”.

Hudson já tem passagem policial por receptação. Dentro do veículo, policiais militares encontraram seis chaves de carros nacionais e importados, o documento de uma moto Honda e uma trouxinha de uma substância semelhante a maconha. A posse da substância teria sido assumida por Lucas, de acordo com a delegada. Ainda segundo a Graziela Lucindo, a polícia também investiga os relacionamentos dos rapazes com familiares e vizinhos, para saber se existe algum atrito, e também se eles têm envolvimento em outras ocorrências policiais.


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