Menina de 6 anos morre depois de ser atropelada por ônibus em Montes Claros

Revoltada com o acidente, moradores do bairro onde aconteceu o acidente fizeram um protesto na cidade

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postado em 03/04/2012 19:11 / atualizado em 03/04/2012 19:27

Luiz Ribeiro

Moradores do Bairro Independência, em Montes Claros, Região Norte de Minas, fizeram uma manifestação na Avenida Imperatriz Leopoldina, uma das principais vias do bairro no final da manhã desta terça-feira, para protestar contra contra a morte de uma criança de 6 anos, atropelada por um ônibus. Os manifestantes fecharam a via com pneus velhos e papelão. Depois, atearam fogo no material.

A menina Camille Victória Santos Neves foi atropelada às 9h30. Atingida por um ônibus da empresa Princesa do Norte (uma das concessionárias do transporte coletivo na cidade), Camille morreu na hora. O acidente foi próximo à casa dela.

De acordo Fábio Neves, líder comunitário do Bairro Independência, os acidentes na avenida Imperatriz Leopoldina são constantes. Ele disse que, desde o final de 2010, já foram três mortes ocorreram no local. O líder comunitário afirma que os moradores já fizeram lista de abaixo-assinado e encaminharam para a Empresa Municipal de Gestão e Educação no Trânsito (MCTrans), solicitando a criação de mão única e melhor sinalização da rua, a fim de controlar a velocidade dos veículos, caminhões e carretas que saem do anel rodoviário Norte e passam pelo bairro Independência para “cortar caminho”. “Mas nenhuma providência foi tomada. É muito descaso”, reclama Neves.

Eles Não Respeitam

Nesta tarde, a direção da MCTrans informou que mandará uma equipe técnica para verificar que tipo de intervenção pode ser feita na rua para diminuir a quantidade de acidentes. Já o diretor da empresa Princesa do Norte, Wellington Mainart, disse que a viação lamenta o acidente e se coloca à disposição da família da menina Camile para auxiliar no que for preciso. Por outro lado, ele alegou que testemunhas declararam que o motorista do ônibus da empresa não teve culpa no atropelamento, tendo em vista que a garota “atravessou a rua sem prestar atenção”.
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