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Estado de Minas

Polícia Civil retoma hoje as buscas por suspeito de estrangular noiva em BH

A empresária Karina Angélica Mayer de Almeida, de 32, foi estrangulada com o fio de um ferro de passar roupas na madrugada de sábado


postado em 29/01/2012 07:41

A Polícia Civil retoma hoje as buscas pelo montador industrial Bruno Henrique de Araújo, de 27 anos, suspeito do assassinato da noiva, a empresária Karina Angélica Mayer de Almeida, de 32, estrangulada com o fio de um ferro de passar roupas na madrugada de sábado, no Bairro Nova Granada, Região Oeste de Belo Horizonte. Karina e Bruno estariam com casamento marcado para 13 de maio e ela teria adiado a cerimônia para setembro.

O adiamento do compromisso, por causa do ciúme doentio do rapaz, pode ter sido o motivo do crime. Há suspeita de que, depois do homicídio, ele tenha se jogado do Viaduto Vale dos Cristais, em Nova Lima, Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), e levado pelas águas do rio. Bombeiros fizeram buscas na região e não encontraram nada.

Segundo o sargento Edson Santos, da 1ª Companhia Independente, por volta das 6h50, ao passar pelo local, ele viu uma moto parada no acostamento e uma blusa e os documentos de Bruno deixados no parapeito. Ele entrou em contato com familiares, que lhe informaram ao chegarem ao viaduto que a namorada do rapaz havia sido encontrada morta. Depois de não achar vestígios de Bruno, o sargento disse que havia duas hipóteses: “Ou ele se jogou no rio e a água o levou, pois a correnteza estava muito forte, ou simulou o suicídio”, afirmou.

O CRIME

O corpo de Karina foi encontrado no apartamento dela, na cama, vestido com um pijama, com o fio envolto no pescoço. Ao lado, um vidro de calmante quebrado. O suspeito deixou um bilhete dizendo que uma pastora da igreja frequentada por eles em Rio Acima sabia do problema dele, mas que não tentou ajudá-lo, que ela sabia o que era preciso fazer para conduzir suas ovelhas. A Polícia Civil apreendeu uma caderneta para comparar a letra de Bruno com a do bilhete.

Por volta das 3h da madrugada, possivelmente depois do crime, o suspeito teria telefonado para a pastora, segundo a família da vítima, que não soube informar o teor da conversa. Preocupada, a pastora tentou falar com Karina e não conseguiu. Ela entrou em contato com uma irmã da empresária, que foi ao apartamento, onde ninguém a atendeu. O telefone de Karina tocava dentro do imóvel e o carro dela estava na garagem. A irmã pediu apoio da Polícia Militar e a porta foi arrombada.

Karina era natural de Buenópolis, Região Central de Minas, e se mudou para Belo Horizonte ainda adolescente para estudar. Começou a carreira de empresária com uma loja de confecções em um shopping do Bairro Gutierrez. Em dezembro, fechou a loja e inaugurou outra em Rio Acima, cidade do noivo, onde pretendia morar depois de casada. Também tinha planos de abrir mais uma loja em Belo Horizonte, de acordo com informações de amigos e parentes.

A vendedora Michele Costa dos Santos, de 28, trabalhou para Karina e busca uma explicação para o crime. Segundo ela, Karina e Bruno formavam um casal apaixonado, tranquilo e muito carinhoso com todos. “De vez em quando, os dois discutiam, mas eram briguinhas de namorados. A empresária era uma muita reservada quando se tratava de sua vida pessoal. Não era de ficar se abrindo com as pessoas”, disse Michele. “Eram evangélicos, não bebiam, não fumavam, não tinham vício. A pastora era muito amiga de Karina”, acrescentou.

Na tarde de ontem, os pais da empresária, Osvaldo de Almeida Lara e Ieda Ferreira Mayer de Almeida, levaram o corpo da filha para ser sepultado hoje no Cemitério Municipal de Buenópolis. A mãe precisou ser medicada, pois passou mal ao fazer o reconhecimento do corpo. O primo de Karina, Juliano Mayer, acredita que Bruno tenha dopado a jovem para depois matá-la, pois assim evitaria que ela reagisse.

DEPOIMENTO


O depoimento da pastora evangélica que mora em Rio Acima, cujo primeiro nome seria Mara, é considerado fundamental para esclarecer os motivos que levaram Bruno a matar a noiva. Ela acompanhava de perto o relacionamento do casal e, segundo amigos, atuava como conselheira nos momentos em que o dois se desentendiam.


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