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| Contrastes em detalhe na foto: Igreja Matriz de São Gonçalo (1); Hospital de Pronto-Socorro JK (2); Córrego aberto da Rua dos Espanhóis (3); Parque da Belgo Mineira na Cidade Industrial (4) |
"Economia forte"; "saúde precária"; "um lugar agradável"; "trânsito infernal"; "cidade grande"; "cidade pequena"... basta sair às ruas da (agora) centenária Contagem e pedir que seus moradores a descrevam em uma palavra ou expressão para assistir o surgimento de uma verdadeira nuvem de tags (ou palavras-chave) carregada com os principais contrastes que acompanham o município no seu centésimo aniversário, comemorado nesta terça-feira. São críticas e elogios que revelam diferentes faces da cidade que tem a força econômica de uma metrópole, com o 3º maior PIB do estado (o 25º do país) e ainda enfrenta problemas característicos de vilarejos rurais recém-fundados, comuns aos do ano de 1911, quando a Lei 566, aprovada após interferência do então senador Bernado Monteiro, a emancipava de Santa Quitéria (atual Esmeraldas) elevando à condição de vila.
Confira a galeria com imagens da cidade!Foi para pontuar os maiores desafios que os contagenses enfrentarão no próximo século (ou pelo menos nos próximos anos) que a reportagem do Estado de Minas percorreu as principais regiões e zonas industriais da cidade, conversando com moradores, empresários, líderes comunitários, sindicatos e prefeitura, a fim de mostrar onde Contagem cresceu e onde ela parou nos últimos cem anos.
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| Maggotteaux, uma das metalúrgicas mais antigas na cidade |
Uma potência econômica nacionalA história de Contagem se confunde com sua força econômica e potencial comercial. Desde que a Coroa Portuguesa ordenou que fosse instalado um posto fiscal às margens do Ribeirão das Abóboras - lá pelas idas de 1700 - que o local se acostumou a explorar e crescer com o setor de serviços que nascia em torno de cada nova fábrica ou posto comercial criado. Foi assim com a Cidade Industrial (o primeiro parque industrial mineiro) em 1941, e com o Centro Industrial de Contagem, o Cinco, em 1970, que acabou abrindo espaço para a criação da Ceasa Minas, outro marco importante para a economia do município.
Atualmente a cidade tem a terceira maior economia do estado - perde apenas para Belo Horizonte e Betim - e está entre os 25 maiores PIBs brasileiros, com uma arrecadação de R$ 14.270.392, segundo dados da Fundação João Pinheiro, posição de destaque que é garantida pelo forte comércio e por algumas das mesmas industrias que se instalaram em Contagem durante a construção dos parques industriais, como destaca a prefeita Marília Campos, em entrevista exclusiva ao Estado de Minas.
"Magnesita, Margotteaux, entre outras, são empresas que trazem arrecadação e geram empregos, possibilitando que a cidade tenha capacidade de investimento. Então hoje a gente é a terceira economia do estado porque arrecada ICMS e arrecada ICMS em função dessas empresas que estão historicamente aqui em Contagem", explicou a prefeita.
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O outro lado da moeda: "liberdade de impostos"
"O candidato da oposição vai cobrar IPTU"; "Caso reeleito, o prefeito também voltará com o imposto". Estas são frases ouvidas rigorosamente de quatro em quatro anos pelos eleitores de Contagem, desde que as Leis 1.611/83 e, posteriormente, 3.495/01 acabaram com o imposto em imóveis residenciais (lojas e lotes ainda pagam), arrecadação esta (ou a ausência dela) que vence pleitos, mas também faz muita falta aos cofres do município.
"O fato da prefeitura não cobrar IPTU residencial faz com que a gente tenha dificuldades para cuidar da cidade e fazer, principalmente, a manutenção, que é a coleta de lixo, varrição, capina, estes serviços que são puxados apenas com recursos públicos", lembra a prefeita Marília Campos, que completa, "é aquela história, o que prometemos no período eleitoral temos que cumprir, não que eu concorde que não deva ser cobrado, mas a gente tem que ser coerente com os compromissos que faz durante a campanha", disse.
Segundo Marília, a cidade deixa de arrecadar cerca de R$ 20 milhões com o imposto, valor que equivale a cerca de 40% do que seria a arrecadação total do município - este ano, a cidade recebeu R$ 30,6 mi com o IPTU de empresas e lotes vagos.
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Esta matéria tem: (5) comentários
Autor: Nathan
Parabéns Contagem centenária. Temos todos -sociedade civil organizada, políticos eleitos e instituições privadas, muito o que fazer para fazer de Contagem uma cidade verdadeiramente próspera, justa e pacífica para se viver. Sigamos adiante sempre com muito trabalho, otimismo, educação e honestidade. | Denuncie |
Autor: lindaura santos
Eh!!!! não cobra IPTU residencial..mas em compensação imposto de imovel comercial passa de R$900,00 em 2010 para R$ 1700,00 em 2011. È o PT no poder!!! | Denuncie |
Autor: Victor Nunes Chaves
A notícia de reforma do Parque foi amplamente divulgada por vários meios de comunicação, com fotos e etc. Mas ninguém lembra de cobrar dos nossos "queridos" políticos, pois simplesmente, são notícias que não vendem jornais ou dão popularidade. É uma pena Contagem ter mais esse peso nas costas... | Denuncie |
Autor: Victor Nunes Chaves
Mas, infelizmente, como de costume no meio político do nosso país, não passou de mais uma promessa não cumprida. Como acreditam sempre que a população se esquecerá das promessas, nem se preocupam em dar alguma justificativa.O pior de tudo é que os meios de comunicação também "se esquecem" facilmente. | Denuncie |
Autor: Victor Nunes Chaves
Infelizmente Contagem completa 100 anos e como sempre, com muitas promessas políticas. Em fevereiro desse ano, nosso governador, em conjunto com o secretário Jander Filaretti e o deputado Antônio Roberto, anunciaram a reforma do Parque Estadual Fernão Dias, que segundo eles sairia até agosto de 2011. | Denuncie |