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Publicação: 26/08/2011 06:00 Atualização: 26/08/2011 06:37
Quem sofreu ao ver o Mercado Distrital do Cruzeiro ameaçado, prestes a dar lugar a um megaempreendimento, terá agora a chance de escolher nova cara para o centro de compras no Bairro Cruzeiro, na Região Centro-Sul de BH. Clientes, comerciantes e comunidade vão eleger amanhã a proposta de revitalização que mais atende os anseios de quem frequenta e protege o centro de abastecimento. O três projetos finalistas do concurso Viva o Mercado, promovido pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB/MG), com apoio de associações de moradores e permissionários, serão apresentados durante fórum de mesmo nome, que ocorre das 9h às 17h, no distrital.
Recheado de atrações culturais, o evento, aberto ao público, contará com júri popular, que definirá o vencedor. Haverá uma urna no mercado para a população votar. Mas, seja qual for o ganhador, os três projetos serão levados ao prefeito Marcio Lacerda, na expectativa de que possam ser abraçados pela prefeitura. A iniciativa é uma reação a projeto de revitalização do mercado adotado pelo Executivo em abril e descartado um mês depois, em meio a críticas ferrenhas da comunidade e de arquitetos.
A proposta, única participante e vencedora de um procedimento de manifestação de interesse (PMI) aberto pelo poder público no ano passado, previa a demolição do prédio do distrital, assinado pelo arquiteto Éolo Maia (1942-2002). No lugar, seria construído um complexo com 1,9 mil vagas de estacionamento, dois hotéis, centro comercial e gastronômico, além de espaço para os atuais permissionários do mercado.
“Esse concurso é prova de que reclamamos, mas mostramos soluções. É também mostra de que há pessoas pensando a cidade e que gostariam de ser ouvidas”, afirma a presidente da Associação dos Cidadãos do Bairro Cruzeiro (Amoreiro), Patrícia Caristo. O edital do concurso buscou atender reinvindicações da comunidade, entre elas a preservação da estrutura do mercado, a criação de áreas de estacionamento, a integração do Parque Municipal Amilcar Vianna (situado ao lado do mercado), além do aumento de áreas verdes e espaços de convivência.
A viabilidade econômica do projeto foi outra exigência, diante da decisão da prefeitura de não investir no mercado, erguido em 1974. “Fiquei impressionado com os projetos inscritos, todos de alto nível artístico e de ocupação do espaço urbano”, afirma o arquiteto Ulisses Morato de Andrade, um dos membros da comissão técnica julgadora, que analisou sete candidatos. Um dos finalistas é a equipe do arquiteto André Luiz Prado. “Temos um carinho especial pelo mercado e pensamos, principalmente, na revitalização da estrutura, mas numa reestruturação econômica”, adianta.
A equipe do arquiteto João Diniz apresentará, amanhã, a defesa de um mercado sustentável, no aspecto ecológico e financeiro. “A vegetação é um ponto importante do projeto, com árvores frutíferas, horta. Pensamos também numa forma de a prefeitura não investir nada no mercado, apenas a iniciativa privada”, afirma. Já Francisco Albano Andrade e seus companheiros de projeto pensaram em levar público para o distrital. “O ponto de partida foi explorar o que o mercado já tem de bom. Isso também torna o custo de implantação do projeto menor”, explica.
O secretário municipal de Desenvolvimento, Marcello Faulhaber, responsável por projetos envolvendo o centro de compras, afirma que a prefeitura não está acompanhando as discussões, mas está aberta às propostas.
Como ficou?
Primeiro projeto de revitalização descartado pelos moradores
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O projeto de revitalização do Mercado Distrital do Cruzeiro que venceu procedimento de manifestação de interesse (PMI) aberto no ano passado pela prefeitura está suspenso, de acordo com o secretário municipal de Desenvolvimento, Marcello Faulhaber. A proposta, inicialmente adotada pela prefeitura e combatida pela comunidade, prevê a demolição da estrutura do centro de compras, dando lugar a complexo com dois hotéis, estacionamento para 1,9 mil veículos, área de eventos e convenções, cerca de 60 lojas, além da manutenção dos atuais permissionários do mercado. “Por enquanto, o projeto está descartado”, informou Faulhaber.
Projeto INJEÇÃO ECONÔMICA
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Propõe a implantação de duas lojas âncoras no subsolo do mercado, que se mantém com a mesma estrutura, além da construção, em cima das bancas, de mezanino com espaço gourmet, bares e restaurantes. Prevê um hotel, com até 10 pavimentos, na parte lateral do terreno, estacionamento que ocupará quatro níveis do subsolo e uma praça em frente ao prédio do mercado e ao hotel. Todos esses espaços, além do Parque Amilcar Vianna Martins, serão integrados por elevadores públicos.
Equipe: André Luiz Prado, Alexandre Brasil, Carlos Alberto Maciel, Bruno Santa Cecília, Paula Zasnicoff
Projeto VIDA AO MERCADO
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Cria praça multieventos em frente ao prédio, além de quadras poliesportivas. É da praça que parte uma rampa, integrada à estrutura do mercado e que a separa em dois níveis. A parte de cima tem destinação voltada para espaço gourmet e bares. A estrutura original do prédio permanece, mas as empenas são substituídas por portas estilizadas. Aumenta em 60 as lojas do centro de compras. Propõe a construção de estacionamento com 770 vagas no subsolo. Prevê uma torre panorâmica como ligação entre o Parque Amilcar Vianna Martins e o centro de compras.
Equipe: Francisco Albano Andrade, Gian Paolo Lorenzetti e Rodrigo Ferreira Andrade
Projeto CRUZEIRO VERDE
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Prevê edifício pensado como um jardim vertical próximo à encosta, com 936 vagas de estacionamentos e lojas no térreo. Nos extremos, há dois prédios acoplados, com 60 unidades habitacionais ou comerciais cada. O mirante do Parque Amilcar Vianna Martins avança sobre o topo do edifício. Propõe praça com caramanchão, equipamentos de ginástica, árvores frutíferas e horta em frente ao mercado, que receberá placas de geração de energia elétrica sobre o telhado. Sugere ocupação do tipo gourmet para espaços ociosos do centro de compras. A ligação entre o parque e o mercado será feita por rampas.
Equipe: João Diniz, Pedro Guadalupe, José Luiz Baccarini e Marcílio Gazzinelli
De
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Esta matéria tem: (8) comentários
Autor: igor vilela paula
Para interesse do meu chara moro na av bandeirantes, 954 sem mais para q vc nao me visite pedindo algo, a fumec invandiu a area e o terreno e da cidade de entao de acordo com informacoes dentro da PBH, esta vai vender o mesmo para duas construtoras para erguer um hotel em breve, entao chora menino.. | Denuncie |
Autor: Thomaz Turbahndo
Uma boa utilização deste espaço seria transfomá-lo num imenso Travecódromo (com tem em Madrid, por ex). Com isso, os travecos da Afonso Pena seriam todos transferidos para este espaço, trazendo traquilidade para os moradores da AP, segurança para os profissionais e clientes e ainda atrairia turistas. | Denuncie |
Autor: Elza Albuquerque
Respondendo ao Alexandre e ao Igor: o Mercado do Cruzeiro vai muito bem: saudável e cada vez melhor! Toda esta polêmica até o ajudou! Qto aos projetos desta premiação são muito melhores! Contemplam a revitalização econômica da área, sem o prédio enorme que nos deixaria sufocados por sua edificação. | Denuncie |
Autor: Alexandre Ricardo
Conheço só um mercado distrital que sobreviveu ao longo do tempo, que é o do bairro Cidade Nova mais conhecido como Feira dos Produtores, no mais todos que existiram não funcionam com deveriam. Portanto o projeto descartado é a melhor opção pois trará gente com renda dando sustentação ao mercado! | Denuncie |
Autor: Igor S. Carvalho
É Igor vilela, pelo visto vc mora no barreiro, ou contagem e não conhece a região da qual está sendo debatido na prefeitura. É uma região com um transito complicado devido a faculdade FUMEC. Então temos que preservar o espaço mesmo, BH precisa de espaços culturais, então é so aproveitar este. | Denuncie |
Autor: Alan jorge
Os mercados fazem parte da historia mercantilista e de relações humanas de boa parte dos mais de 500 anos da chamada %u201Chistoria da civilização brasileira%u201D. Deu origens aos demais modelos praticados hoje ( galerias, shoppings e etc.) Quando preservamos na verdade apontamos mais ainda para o | Denuncie |
Autor: Alan jorge
Essa é mais uma demonstração da sociedade civil politizada, bem como outras já em evidencia na cidade, de que, não se pode baixar a cabeça para os %u201Cadministradores%u201C oficiais da cidade, na maioria dos casos assistimos uma desvirtuação da competência por vezes imoral, advinda dos mandatários | Denuncie |
Autor: igor vilela paula
A PBH TEM QUE VENDER ESTA AEREA PARA INICIATIVA PRIVADA, OS RICOS NAO PODEM MANDAR NA CIDADE, GASTAR DINHEIRO PUBLICO COM MERCADO FALA SERIO NE, ANTES UM EMPREENDIMENTO DE GRANDE PORTE QUE VAI GERAR EMPREGOS E RENDA PARA CIDADE E VALORIZACAO DOS IMOVEIS PROXIMO, POVO TOLO AGORA A PBH VAI VENDER HAHAA | Denuncie |