Nos últimos 12 meses, as blitzes de repressão ao transporte clandestino de passageiros na Região Metropolitana de Belo Horizonte e no interior do estado apreenderam 984 veículos que faziam esse tipo de serviço ilegal. O número é considerado alto pelas autoridades e, para obter maior sucesso no combate a esse tipo de irregularidade, foi criada uma força-tarefa com representantes de órgãos federais, estaduais e municipais. Hoje, os participantes do grupo se reúnem pela primeira vez para discutir as estratégias de ação.
O levantamento do DER mostra ainda que os automóveis são os mais usados por quem faz transporte clandestino, com 722 veículos desse tipo apreendidos no estado. Em seguida vêm as vans (151 apreensões), caminhonetes (55 apreendidas), ônibus (32) e microônibus (24).
Erradicação
A montagem da força-tarefa é um desdobramento das ações desencadeadas pelo DER-MG na tentativa de erradicar o transporte clandestino do estado, pois já foi detectado que a atuação dos perueiros conta com o apoio do crime organizado, como afirmou o diretor de fiscalização do órgão, João Afonso Baeta Costa Machado. Um dos alvos mais constantes das operações de combate aos perueiros tem sido a MG-010, no trecho que liga Belo Horizonte ao Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, mas, com a participação da Polícia Rodoviária Federal (PRF), a fiscalização será estendida às rodovias federais, o que não vinha sendo feito com tanta regularidade.
Os detalhes de como a força-tarefa vai agir ainda não foram definidos, mas, em princípio, deverão seguir os moldes da força -tarefa que está fiscalizando os motoristas que bebem e insistem em dirigir. desrespeitando a Lei Seca, com o trabalho integrado de todos os órgãos e a punição rigorosa de quem infringe a lei. Em apenas três semanas de atuação, as blitzes da Lei Seca fiscalizaram 1.999 veículos e puniram 203 condutores que consumiram bebidas acima do permitido pela legislação.
