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Marchas das Vagagundas e da Liberdade têm tumulto entre manifestantes e polícia em BH

Márcia Maria Cruz - Estado de Minas

Agência Estado

Publicação: 18/06/2011 20:29 Atualização: 18/06/2011 20:37

Em Belo Horizonte, o evento partiu de estudantes e foi apoiado por organizações de proteção às mulheres e movimentos feministas (Juliana Flister/Esp. EM/D.A Press)
Em Belo Horizonte, o evento partiu de estudantes e foi apoiado por organizações de proteção às mulheres e movimentos feministas
Um tumulto foi registrado durante o trajeto da Marcha da Liberdade e da Marcha das Vagabundas, neste sábado, em Belo Horizonte. Alguns participantes entraram em confronto com integrantes da Guarda Civil e policiais militares que estavam em frente à prefeitura da capital mineira. Os guardas usaram cassetetes e spray de pimenta para dispersar os manifestantes mais exaltados. Não houve registro de feridos ou prisões.

"Alguns manifestantes ameaçaram invadir, mas foi um caso isolado", afirmou Victor do Carmo, um dos organizadores do evento. Integrante do movimento pela descriminalização da maconha, Victor disse que ele e outros representantes da chamada "marcha da maconha" se retiraram quando alguns manifestantes fecharam uma via de acesso à Praça da Liberdade - ponto final da passeata. O trânsito na região ficou bastante complicado.

Segundo a PM, cerca de 800 pessoas participaram do ato na capital mineira. Os organizadores falaram em 1,3 mil manifestantes.

Combate à violência

As centenas de mulheres participantes da Marcha das Vagabunda seguiram o exemplo de outras cidades do Brasil e do exterior. Com saias curtas, shorts, vestidos e batons vermelhos, elas chamaram atenção para o fato de que, muitas vezes, as mulheres são estupradas e violentadas e, embora sejam vítimas, são acusadas de terem provocado a agressão sexual. “A marcha é para mostrar que meu decote e vestido curto não são motivos para me estuprarem. O corpo é meu. Encosta nele quem eu quero”, disse a estudante de ciências sociais Nathalia Ferreira, de 18 anos.


A jovem sentiu-se desrepeitada quando, em uma festa, um garoto tocou seu corpo sem sua permissão. “Falei para as pessoas, mas ninguém me deu atenção. Acharam que estava exagerando por reclamar.” A Marcha das Vagabundas, também chamada de Marcha das Vadias, começou em Toronto, no Canadá, e internacionalizou-se. As canadenses voltaram-se contra a fala de um policial que disse que as mulheres deveriam evitar roupas de vagabundas para não serem estupradas. No Brasil, o evento já ocorreu em São Paulo, Brasília e Recife. Em Belo Horizonte, cerca de 1 mil manifestantes, entre homens e mulheres, participaram do protesto auto-declarado como “manifesto festivo.” A Polícia Militar informou que, como não acompanhou o evento, não tinha números oficiais sobre a quantidade de manifestanes.

Com batucada, cartazes coloridos, os manifestantes se concentraram na praça da Estação, seguiram pelo Centro em direção à Praça da Liberdade, onde se juntou à Marcha da Liberdade, que defende a discriminalização do uso da maconha. Na quarta-feira, os oito ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram unânimes em liberar as manifestações pela legalização das drogas.

Marcha de Liberdade

Participantes da chamada Marcha da Liberdade, em Belo Horizonte, aplaudiram neste sábado a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que liberou as manifestações públicas em favor da maconha. "A marcha da liberdade surgiu da repressão à marcha da maconha e da violência em São Paulo. É uma forma de estarmos comemorando a vitória na quarta-feira (quando ocorreu a decisão do STF). Estamos comemorando em grande estilo o nosso direito de expressar", afirmou o gerente administrativo, Victor do Carmo, 30 anos, um dos organizadores da manifestação.

"O direito de liberdade da manifestação do pensamento é muito claro na Constituição e que o STF fez foi ter uma interpretação até muito literal do texto constitucional. O que espanta é que os juízes tenham proibido em algum momento essa marcha da maconha. Não existe censura prévia no nosso ordenamento jurídico", destacou Túlio Vianna, professor de Direito Penal da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

 

 

Esta matéria tem: (11) comentários

Autor: Gustavo BHz
O q seriam vagagundas? | Denuncie |

Autor: Renata Leite
ESta matéria está resumindo a coisa a 2 movimentos enquanto foi muito além disso! | Denuncie |

Autor: Renata Leite
Se não repararam tinha muito mais grupos manifestantes como os barraqueiros do mineirão que agora com a copa perderão seus empregos para lanchonetes americanas e restaurantes chiques. O pessoal da praia da estação, do carnaval de rua, getores culturais contra a política municipal e muito mais!!! | Denuncie |

Autor: Renata Leite
Houve sim pelo menos 3 feridos, que eu vi! E tenho fotos da guarda batendo neles. | Denuncie |

Autor: Renata Leite
Primeiro não houve confronto com a PM, muito pelo contrário a PM protegeu os manifestantes da guarda municipal. Um cara, apenas um mais exaltado ameaçou atravessar a corrente da escadaria mas não o fez e dois caras da guarda que pularam no meio e sairam batendo em quem aparecia na frente. TEnho fotos | Denuncie |

Autor: Rique Vieira
Sociedade hipócrita! Podem sair peladas pelas ruas e ainda exigirem respeito? Tá de brincadeira! O homem se sente mais atraído quando não vê, do que quando vê, hipócritas! O próprio nome da "marcha" e as fotos com mulheres mostrando os seios refletem o verdadeiro caráter dessa palhaçada, mais uma... | Denuncie |

Autor: Rique Vieira
Que caminhos essa sociedade está trilhando... "Marcha das Vagabundas"! Pelo amor de DEUS... "Direito de expressar a sexualidade e a sensualidade sem ser estuprada"! Estrupro, crime bárbaro! O que essas pessoas tinham que entender é que o respeito deve existir de ambos lados! | Denuncie |

Autor: Cristiano Neves da Silva
Nessa Marcha há dois tipos de Mulheres: as conscientes, que lutam por uma causa, e as que se sentem em Casa. Pelo cartaz que cada uma segura, já se sabe a qual origem pertencem - veja essa "vadia" da foto! | Denuncie |

Autor: walter de melo fonseca junior
Minas Gerais que já foi palco de movimentos como a Inconfidência, agora se vê em uma situação degradante como esta. O quê está acontecendo com esta terra de pessoas valorosas é digno de um filme de terror, neste momento tenho vergonha de ser mineiro, nossa tradição e valores se esvaíram, que pena! | Denuncie |

Autor: maria carvalho
É preciso mesmo as mulheres se manifestarem e cobrarem respeito. Se o comprimento de roupas definisse quem vai ou não sofrer violência sexual, as praias teriam os maiores números de estupros do mundo! | Denuncie |

Autor: Marcelo Matos
É isso aí mulheres, se é assim que vocês exigem respeito... querendo ser tratadas como vadias..é o fim do mundo mesmo! | Denuncie |

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