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"Vendendo o Peixe"

Evento reúne artistas no Mercado Novo em BH

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postado em 18/09/2010 17:53 / atualizado em 18/09/2010 18:15

Nayara Menezes /Estado de Minas

Jorge Gontijo/EM/D.A Press. Brasil
Um dia para a criatividade. Assim foi o Vendendo Peixe, evento que reuniu grafiteiros, músicos, escritores independentes, fotógrafos, estudantes e curiosos durante todo o dia deste sábado no Mercado Novo, no Centro de Belo Horizonte. O andar, que está quase desativado, ganhou cores e vida com a intervenção dos artistas, totalmente livres para criar o que quisessem. A liberdade, aliás, foi a marca de todas as manifestações. "A ideia é chamar a população de Belo Horizonte para que se aproprie desse belo espaço, que está praticamente abandonado", explica Débora Fantini, do grupo Urobois, responsável pela iniciativa.

O nome do evento traduz a intenção de deixar com que cada um mostrasse o seu trabalho, ou seja, "vendesse o seu peixe", como diz o velho dito popular. Os participantes puderam escolher o local para desenvolver seu trabalho. Os grafiteiros ficaram felizes da vida com tantas paredes para expressar sua arte. "É uma oportunidade única poder pintar onde quiser", afirma o grafiteiro que atende apenas pelo nome artístico de Mar. Os estudantes do curso de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) também marcaram presença no evento com a pintura de cartazes de políticos. Os candidatos à eleição, por sinal, também foram alvo de outro grupo, o Coletivo Andorinhas, que recolheu alguns dos milhares de cavaletes espalhados pela cidade e deu cara nova aos políticos com muito bom humor. O grupo promete espalhar os trabalhos em breve pela cidade.

Apresentação de violeiros, banda de rock, pop e samba animou a programação do dia, que contou ainda com o lançamento da publicação independente A Zica e com apresentação de filmes no improvisado e charmoso Cine La Boquinha. As cadeiras do espaço foram emprestadas pelo proprietário do antigo Cine La Boca. Os comerciantes do terceiro andar do Mercado Novo se surpreenderam com a festa, que movimentou o espaço onde geralmente a tranquilidade predomina. "Por mim poderia ter todo sábado. Assim a gente trabalha mais alegre", afirma o eletricista Adval Correa Souza, proprietário de uma pequena loja de materiais elétricos.

O Vendendo Peixe é um projeto sem fins lucrativos, que pretende apenas incitar a arte e a cultura na cidade. Ele é a reedição do Kréu Krio, que foi realizado no mesmo terceiro andar do Mercado Novo em 2008. O nome foi trocado para Vendendo Peixe em referência ao grafite de um peixe está estampado num banheiro do Mercado Novo desde o primeiro evento. O desenho conquistou a simpatia do síndico do mercado, que mais uma vez cedeu o espaço para a segunda edição.